Normal enough to know that you're weird...
But too damn weird to do anything about it!
Quarta-feira, Dezembro 31, 2003
Terça-feira, Dezembro 30, 2003
Segunda-feira, Dezembro 29, 2003
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Da série 'por que eu amo minhas amigas'
Espero que a Rose não ligue que eu copiei isso do blog dela pra colocar aqui. É uma homenagem e um agradecimento.
Na seção "Rasgação de Seda" de hoje, a mensagem vai pra Mari. Eu adorei seu cartão (como disse por e-mail): na real, não esperava assim tamanha consideração (ih, acho que tenho problemas de auto-estima). Pra mim, 2003 trouxe várias coisas boas - e algumas ruins: nada é perfeito, afinal - e você, sem dúvida, foi uma das melhores.
Sem nenhum tipo de tendência homossexual: eu adoro você! Confesso que não esperava encontrar em você 1/10 do que encontrei: você é ótima. E estou muito feliz por ter tentado. Se a vida é feita de tentativas - e muitas delas conduzem ao erro -, essa foi uma das melhores da minha vida e levou a um acerto incrível.
É que a minha histpória com a Rose (sem homossexualismo, galera) é complicada. A gente se conhece há uns 4 anos, mas nunca nos bicamos. Circunstâncias inesperadas nos aproximaram - inclusive pra espanto de algumas pessoas. O fato de termos nos tornado tão boas amigas de fato é inusitado. Mas é, sim, uma ótima surpresa, como eu já disse no post Balanço, lá embaixo.
Rose, obrigada por tudo. Pelo companheirismo, pela compreensão, pelos jabás. Que venha muito mais, em 2004, na terra da Rainha... (ok, eu não devia ter usado essa expressão, mas não resisti!!)
postado por: Mari 9:59 PM
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Copiei do João, mas é um diálogo do Love Actually e eu achei lindo
"With any luck by next year" (Com alguma sorte, no ano que vem)
"I'll be going out with one of these girls" (Vou estar saindo com uma dessas meninas)
(fotos de modelos famosas)
"But for now, let me say" (Mas, por enquanto, permita-me dizer)
"Without hope or agenda" (Sem esperanças ou expectativas)
"Just because it's Christmas" (Só porque é Natal)
"(And at Christmas you tell the truth)" (E no Natal você diz a verdade)
"To me, you are perfect" (Para mim, você é perfeita)
"And my wasted heart will love you" (E meu coração arrasado vai amar você)
"Until you look like this" (Até que você fique assim)
(foto de uma múmia)
"Merry Christmas" (Feliz Natal)
A Nani me deu esse conselho, claro, roubado do filme: no Natal voce diz a verdade.
Eu não segui.
postado por: Mari 11:03 AM
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Domingo, Dezembro 28, 2003
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Balanço
2003 não foi o melhor ano da minha vida. Mas também não foi o pior.
No campo dos relacionamentos, eu diria que foi uma tragédia. Terminei um namoro longo, que parecia perfeito, mas começou a ir mal justo nesse ano. E me meti com uma pessoa que não teve um pingo de respeito por mim - muito merecedor do novo apelido dele, cito, porque não quero mais usar "pônei". Levei meses pra me livrar dessa história. Hoje, posso dizer que é passado, mas só eu sei o que eu passei pra que a situação se tornasse assim. E, atualmente, não há muito em que apostar fichas altas.
Já no campo profissional acho que não devo reclamar. Entrei 2003 com um amuemnto significativo de salário - deixava de ser a "bolsa-auxílio" que o JT paga aos estagiários. Aí, com umas mudanças que rolaram, comecei a fazer matérias de mais visibilidade. Na medida em que comecei a trabalhar também para outras editorias, acho que deixei um pouco de ser vista como "a menina do advogado", que era péssimo. E, mais tarde, mudei de emprego. Que não é o melhor emprego do mundo, mas tá sendo um trabalho bem melhor. Me sinto mais valorizada agora, por incrível que pareça. E tô fazendo uma coisa diferente. E tenho certeza de que eu não seria valorizada se continuasse no JT.
Além disso, em 2003 ganhei duas grandes amigas: a Alê e a Rose. Eu já conhecia as duas quando 2003 começou, mas foi neste ano que realmente nos tornamos amigas.
postado por: Mari 7:01 PM
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Sábado, Dezembro 27, 2003
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Réveillon
Eu não sou de simpatia, mas nesta passagem de ano eu estava dedecidida a fazer a da calcinha - só a da calcinha.
Api eu tinha pensado: vou comprar uma calcinha vermelha, pra trazer amor.
Mas aí eu repensei. Acho que é melhor eu comprar uma calcinha amarela, a do dinheiro e da prosperidade.
Sério: pra que eu quero um amor, se eu vou pra Londres? Eu preciso mesmo é de dinheiro, pra poder viajar logo, né não?
Já dizia o Sam, do Simplesmente amor: não há angústia maior do que estar apaixonado. Me imaginem apaixonada, e sofredora com a despedida. Pior: imagionem se eu desisto da viagem por causa do novo amor!!!
Nã-não: em 2004 eu quero dinheiro!
postado por: Mari 7:32 PM
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Sexta-feira, Dezembro 26, 2003
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Raspei o pote...
Eu regulei o livro como se fosse o fim do doce de leite, mas acabei mesmo assim.
E o gosto de "quero mais" é inevitável, ainda mais que o livro tem um quê de "O senhor dos Anéis": quando acaba, não acaba, porque vêm aí mais dois ou três livros, e o final é uma frase mais ou menos assim, "quando cheguei ao hotel, havia uma carta".
Não vejo a hora de sair o outro. Mas, antes que ele saia, provavelmente terei tempo de reler este. Ai, só sei que estou ansiosa.
postado por: Mari 1:28 PM
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Quarta-feira, Dezembro 24, 2003
Terça-feira, Dezembro 23, 2003
Segunda-feira, Dezembro 22, 2003
Sábado, Dezembro 20, 2003
Sexta-feira, Dezembro 19, 2003
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Gente especial
Sim, eu reclamo muito dessa empresa.
Mas aqui eu conheci muita gente especial. Eu sei que é injusto não falar de todo mundo, mas vou ser obrigada a fazer isso. Aliás, é difícil num post só falar de todo mundo. Então, essa introdução é para que as pessoas daqui que lerem saibam que, embora não estejam citadas nominalmente, também são especiais. Na verdade, me sinto em dívida com algumas pessoas, que mereceriam uma citação, ou pelo menos ouvir na minha voz: "você é especial". Mas já tô divagando demais.
Quero falar sobre uma pessoa em especial, que é o João. Ontem e hoje ele telefonou pra mim. "Liguei pra falar um oi". Essa atenção simples que faz toda a diferença. E tem os comentários que ele deixa aqui, que sempre me fazem pensar. São um pouco extensões dos cafés que não tomamos mais, porque ele não tá mais aqui. São coisas importantes de ouvir, que só os amigos dizem. Em tão pouco tempo de convivência tenho certeza de que ganhei um amigo. Uma pessoa especial.
postado por: Mari 2:32 PM
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Quinta-feira, Dezembro 18, 2003
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Bom motivo...
Aí outro dia o Thi me fez uma proposta. Pra eu namorar com ele.
É assunto velho, porque a gente se conhece muito bem, a gente se dá muito bem, acho que a gente dividiria o mesmo teto sem grandes problemas. Mas estamos cansados de saber que não é isso que conta pra namorar, claro.
Bem, mas ele argumentou.
"Vou agir direitinho com você. Vou te apresentrar prá minha família. E, olha, você vai ter uma sogra a 160 km de você, heim..."
Uau. E não é que isso parece bom?
Como eu ia dizendo, não é isso que conta pra namorar.
postado por: Mari 6:29 PM
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003
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Give up
Eu desisti. Realmente. Fim da linha. É dar murro em ponta de faca. E eu cansei dessa briga. Não vou ganhar, mesmo.
Dança da Solidão
(Paulinho da Viola)
Solidão é lava que cobre tudo,
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo.
Solidão, palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão.
Desilusão, desilusão,
Danço eu, dança você
Na dança da solidão.
Desilusão, desilusão,
Danço eu, dança você
Na dança da solidão.
Camélia ficou viúva, Joana se apaixonou,
Maria tentou a morte por causa do seu amor.
Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado.
Desilusão, desilusão,
Danço eu, dança você
Na dança da solidão.
Desilusão, desilusão,
Danço eu, dança você
Na dança da solidão.
Quando vem a madrugada meu pensamento vagueia,
Corro os dedos na viola contemplando a lua cheia.
Apesar de tudo existe uma fonte de água pura,
Quem beber daquela água não terá mais amargura.
Desilusão, desilusão,
Danço eu, dança você
Na dança da solidão.
Desilusão, desilusão,
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
postado por: Mari 11:15 PM
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Lembrei.
Ronda
De noite eu rondo a cidade
A te procurar, sem encontrar.
No meio de olhares espio em todos os bares
Você não está.
Volto pra casa abatida,
Desencantada da vida,
O sonho alegria me dá
Nele você está.
Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria:
Desiste, esta busca é inútil.
Eu não desistia.
Porém, com perfeita paciência
Volto a te buscar,
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres,
Rolando um dadinho,
Jogando bilhar.
E neste dia, então,
Vai dar na primeira edição:
Cena de sangue num bar
Da avenida São João
postado por: Mari 8:45 PM
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Terça-feira, Dezembro 16, 2003
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Por que eu amo minhas amigas
Diante do meu dia caótico, Ju me manda esse e-mail:
"oh amiguinha do meu coração,
vc sabe que minha vida nunca mais foi a mesma desde que te conheci...
imagine como seria abaixo da media meu rendimento escolar sem vc...rsrsrsrsrsrsrs
fora os papos, a força nas horas complexas...o ombro amigo pra reclamar da nadine, da epoca do danilo...nossos momentos de folga e cultura no primeiro ano da facul...nossos cafes do dia-a-dia...tanta coisa...
fora os planos do futuro... coisa desbundante!
te amo, né querida...como não!
bjokas"
postado por: Mari 7:59 PM
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Segunda-feira, Dezembro 15, 2003
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Amores mal resolvidos
Arnaldo Jabor
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º,
uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste
povaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros
trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses
rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se
evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que
isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico
no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os
amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.
Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo,outros
levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e
se transforma em outra coisa: lembranças, amizade,parceira, parentesco,
e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de
Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem
que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real
demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E
tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas:
atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim. Como já foi dito,
este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar
muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão
sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos
empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Se o
amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos
imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a
gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor.
Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo
que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o
amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia
da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo,
fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para Ser Feliz
Novamente.
postado por: Mari 6:31 PM
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Acho que vou fazer uma filosofia sobre a gripe
porque sempre tenho gripe no calor
e tenho febre no calor
e daí carrego meu bom e velho coquetel de antigripais na bolsa, na época em que as pessoas não estão acostumadas com espirros e tal
Acho que vou fazer uma crônica, sei lá
Achoq ue a gripe tá acabando com os meus miolos
postado por: Mari 6:04 PM
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Domingo, Dezembro 14, 2003
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Agora é real
Ia esquecendo de dizer.
Ontem eu e a Rose fomos na Sem Destino, a agências com os cursos ema Londres. VImos o pacote que queremos. Os preços valem até o fim do ano que vem, o que é reconfortante, porque já podemos planejar melhor, sabendo quanto vamos gastar (uma bica). A data está em aberto, claro. Setembro, janeiro.
Daí saímos da agência, sentamos na porta e ficamos conversando sobre mil coisas. Sobre o que vamos fazer lá (ok, a gente fala disso o tempo todo). Sobre formas de juntar dinheiro.
E tiramos fotos na porta da agência, pra fazermos o template do blog que vamos criar pra contar as novidades de lá. Vamos criar um template com a nossa cara, e vamos começar a escrever desde já, pra todo mundo que quiser saber como estão os nossos planos. Já decidimos que vai ser o blog pra todo mundo ler (os "detalhes picantes" estarão nos nossos blogs pessoais).
Agora a coisa ganha mais ares de verdade, menos ares de planos. Claro uqe sã planos. Mas a sensação de que vai rolar mesmo tá aumentando.
Né Rose?
postado por: Mari 12:43 PM
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Resistência
Estou com gripe, o que é detestável.
Ainda mais no calor
Minha garganta arde, minha cabeça dói.
Estou mole, sabe aquela sensação de estar se arrastando?
Teoria: estou trabalhando demais e cuidando de mim de menos. E a minha resistência foi pro espaço. E a gripe se instalou.
postado por: Mari 12:29 PM
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Sábado, Dezembro 13, 2003
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Qualquer beijo de novela me faz chorar
Acho que estou voltando à fase à flor da pele. Músicas me comovem, de novo, cada vez mais.
Fica na minha cabeça um trecho da música nova da Rita Lee:
Amor é Bossa Nova
Sexo é carnaval
Acho apropriadíssimo. A Bossa Nova é a música do amor. E foi a Bossa Nova que criou aquela que eu acho a frase mais singela de toda a música brasileira:
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
do que os beijinhos que eu darei na sua boca
E pensar nisso me comove, de novo. Isso não acontecia há tempos. Mas voltou a acontecer. É um sinal, acho. De que eu endureci, mas foi só por um tempo.
Eu sou uma romântica incorrigível, para o bem ou para o mal.
postado por: Mari 8:05 PM
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Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
Fiz minhas unhas. Minhas unhas, as que nasceram nas minhas mãos.
As curtinhas. As tortinhas. As feinhas. As esquisitinhas. Os toquinhos.
Lilás clarinho. A cor chama Festa, da Colorama. Não é de todo ruim.
Mas eu estou infeliz com elas. As unhas compridas me deixavam mais bonita, tenho certeza. Bonita como um todo, sabem. Eu olhava para as minhas unhas cor de café e me achava mulher de verdade. Essa história de roer unha é coisa de criança, né. E as unhas longas me davam um certo poder. Estranho, mas real.
Agora, encaro os toquinhos. Não estão feios como antes, mas estão feios, fato. Unhas roídas, é isso que elas são, e são mesmo. E eu não sei por que tanta decepção. Eu devia estar é orgulhosa de ter passado um mês sem roer as unhas, e ter deixado elas crescerem, e hoje ter feito elas, e elas estarem praticamente apresentáveis. E devia pensar pra frente, que eu vou vencer dessa vez. Perdi outras vezes, mas agora vou vencer. Esse devia ser o meu espírito.
Mas estou simplesmente me sentindo feia. Nua.
Cadê minha terapêuta numa hora dessas?
postado por: Mari 6:50 PM
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Sexta-feira, Dezembro 12, 2003
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Inferno astral
Quando mesmo é o inferno astral de uma pessoa? Um mês antes do aniversário? Acho que estou no meu.
Esses últimos dias têm sido horríveis. Parece que dá tudo errado no trabalho. Hoje estou com uma dor de garganta terrível, e estou com a nítida impressão de que vou ficar doente. Estou cansada. Estou me sentindo sozinha e carente. Quero colo, mas não sei a quem pedir.Quero sumir por um tempo, mas isso é absolutamente surreal.
"Mulheres são como ondas", diz John Gray, PhD, em seu best seller Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus.
E eu estou lá embaixo.
Quero colo.
postado por: Mari 10:11 PM
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003
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Órfã
Minha terapêuta saiu de férias. Hoje foi a última sessão do ano. Ela só volta dia 20 de janeiro.
O que eu vou fazer durante esse tempo todo???
(economizar? hehehe)
***
Obs: falta um mês para o meu aniversário
postado por: Mari 3:19 PM
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Federação Nacional das Mulheres que Não Entendem Qual é o Seu Problema (FNMQNEQSP)
A Nani sugeriu a crianção dessa Federação num comment lá embaixo. Já vai ser a terceira, depois do Clube das Mulheres Solteiras e da Associação das Mulheres com Síndrome de Carolina.
Mas essa parece fazer muito mais sentido. A gente precisa, com urgência, descobrir qual o nosso problema. Nós somos inteligentes. Lemos, vamos ao cinema, tenho certeza que temos bom papo. Somos alegres, animadas, gostamos de rir. Gostamos de cerveja e chopp, o que é um fator bastante socializador, hehehe. Estou certa de que somos boas companhias. Eu sei cozinhar, ela sabe fazer ótimas sobremesas, e isso não é item de série nas mulheres de hoje. Não somos misses, mas ninguém há de dizer que somos feias.
Então... qual o nosso problema?
Por que, se temos pelo menos as "qualidades básicas", os moços não estão nem aí pra nós?
Ok, "não estão nem aí" pode ser exagero.
Mas aquele velho sonho de encontrar alguém pra nos apaixonar (tudo aquilo que eu escrevi num post há uns dias) parece distante.
Vamos à federação, então...
postado por: Mari 10:50 AM
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Quarta-feira, Dezembro 10, 2003
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A livraria-cyber-cafe em Bauru
É um projeto antigo meu e de Nani.
Toda vez que a gente surta e não quer mais essa vida de São Paulo, redação, correria e stress esse plano retorna.
A gente vai abrir esse lugar charmoso e intelectual nessa cidade universitária e pequena. Nosso negócio há de dar certo porque universitários precisam de computador. E, pra começar, nem todos podem levar um para a cidade em que vão estudar. Aí eles vão ter de usar a internet. E vão recorrer ao nosso cyber.
Vamos ter quitutes preparados por mim mesma pra servir, além de cerveja (né, Nani?), porque universitário desocupado come e bebe.
E vai ter livros, porque em Bauru há cursos de comunicação. E os estudantes hão de ser sedentos por livros como eu e ela somos. E, de quebra, a gente vai fazer umas viagens pra São Paulo e pro Rio pra acompanhar os lançamentos literários.
É a vida que a gente pediu a Deus.
postado por: Mari 8:55 PM
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Cenas
Eu pensei num post com cenas da festa de ontem, do Estadão. Mas aí não consegui reunir muitas que valham - ou que sejam publicáveis. Selecionei duas.
Cena 1
Leandro me apresenta uma amiga dele que trabalha aqui.
"Agora vocês já podem ir ao Carrefour à tarde!"
Bem, essa era a nossa válvula de escape nas tardes chatas do JT! hehehe
Cena 2
Carlos Franco trêbado.
CF: Moça, como você está? Fiquei feliz que você mudou!
EU: Obrigada...
CF: Você fez bem. Porque lá, era vista como a bonitinha, mas ninguém via o seu trabalho.
EU: É...?
CF: Naquele plantão, só eu te respeitava! Lembra que éramos do mesmo plantão, né?
EU: Às vezes...
Eu, sem entender nada. Nunca dei plantão com ele. E por um tempão ele ficou repetindo que fiz bem em sair, repetindo os motivos. Até que...
CF: Lembra aquela coletiva em que fomos juntos?
EU: Não...
CF: Aquela sobre café!
EU: Não, nãofui a uma coletiva sobre café!
CF: Você não cobria agrícola?
EU: Não, eu era do JT...
CF: Ai, tô esse tempo todo te confundindo com a menina do Agrícola!
postado por: Mari 5:54 PM
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Cheiros
Hoje percebi que tenho uma memória olfativa muito aguçada.
Cheiros me trazem recordações e sensações.
Boas e ruins.
Hoje um cheiro me trouxe uma sensação ruim. Mas não é sempre assim, certamente. É gozado, porque eu não sou assim com imagens. Minha memória está longe de ser fotográfica, e sou péssima fisionomista. Meu lance é com cheiros, mesmo. Já corri atrás de perfumes pra ter de volta sensações de bons momentos.
Isso é normal?
postado por: Mari 4:28 PM
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Terça-feira, Dezembro 09, 2003
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Você fica regulando o livro como o fim do doce de leite
O Mattew Shirts descreveu assim um livro, na coluna de ontem. Quando vai chegando o fim, você não quer acabar, e fica regulando, como se fosse o fim do doce de leite.
Estou assim com Viver para contar (aliás, gosto do título em espanhol, Vivir para contarla). Faltam um pouco mais de 50 páginas pra eu acabar. Mas eu não quero acabar. Quero continuar sabendo da vida dele, sabem. Quero continuar em contato com o tipo de texto do Gabo (aliás, no trecho que eu li ontem ele esplicava de onde surgiu esse apelido, universal, já). Ainda mais que eu sei que esse é o primeiro volume da autobiografia - vem muito mais por aí. Então, acabar o livro não significa saber o fim da história, o que é um estímulo a menos pra acabar. Bom, mas em breve acabarei, é fato.
Tudo bem que são outros tempos, mas invejo uma coisa no Gabo e nos amigos dele: eles queriam revolucionar a literatura colombiana. E depois, também o jornalismo. Hoje, as pessoas querem fazer jornalismo e olhe lá. Ninguém quer mudar nada, e são poucos os que querem fazer literatura. Acho meio triste essa diferença.
Queria ter pelo menos vontade de fazer literatura. Mas sempre acabo achando que não tenho inclinação e paro por aí mesmo.
postado por: Mari 11:07 AM
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What a weekend
Eu não escrevi sobre o fim de semana. Mas não foi lá muito legal. Trabalhei, e trabalhei bastante. E tive uns probleminhas. E sábado, não saí.
Mas bem que no fim do domingo deu pra salvar o dia. A idéia foi do Luiz, e ainda bem que eu aceitei. Acabado o plantão, fomos ver Sobre meninos e lobos. E, galera, vejam.
É tenso. É pesado. Mas é maravilhoso.
Os atores estão sensacionais. A história vale muito. É pessimista, e é violento, mas faz pensar.
Sobre o filme, leiam essa coluna
Mas, se vc não quer pensar, vá ver Simplesmente Amor, definido pelo Merten como "o melhor filme ruim do ano"
postado por: Mari 10:50 AM
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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003
Domingo, Dezembro 07, 2003
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Vícios
Estou viciada na revista Aventuras na História, também conhecida como Super História, da Superinteressante. Tudo começou no número anterior, por causa da matéria sobre Jack, o Estripador, do Leandro. Aí comprei a desse mês e já estou com bichinhos nas mãos porque estou acabando de ler. Quero a próxima o quanto antes. Mas vai ser só em janeiro. Alguém quer me dar de presente de aniversário (hihihi) uma assinatura, assim que criarem assinaturas dessa revista?
Estou viciada na minha sandália nova, que eu comprei outro dia só de raiva que o banco estava fechado. Tenho usado ela mais ou menos dia-sim-dia-não. E nos "dia-não" há grandes chances de ela sair de casa nos pés da minha irmã. Foi a melhor aquisição dos últimos tempos, tanto que penso em comprar outra, do mesmíssimo modelo, só que caramelo.
Estou viciada nas minhas unhas postiças, apesar do orgulho que sinto de saber que minhas unhas naturais estão crescendo. Claro que quero mais que tudo que logo logo minhas unhas naturais fiquem longas e fortes como as de plástico, mas por ora tenho a sensação de que nunca mais vou conseguir viver sem essas coisinhas marrons lindinhas que estão coladas nas pontas dos meus dedos.
Estou viciada na minha terapia. Além dos 50 minutos semanais toda quinta (também conhecida como o "dia nacional da terapia por mim e pela Lu), passo o resto da semana pensando e repensando nas coisas que eu converso com a Fabiana nas sessões.
Ficou difícil
tudo aquilo, nada disso
sobrou meu velho vício de sonhar
postado por: Mari 1:44 PM
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Sábado, Dezembro 06, 2003
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Big Brother
Eu queria escrever.
Tenho mil coisas na cabeça que queria colocar aqui.
Quando comecei com esse blog, tinha claro que ele seria um pouco uma terapia, e de certa forma é uma terapia complementar à minha de verdade.
Mas aí ele começou a tomar proporções que fugiram ao meu controle. Muita gente começou a ler isso aqui. Gente que eu não conheço, gente que eu não conhecia e passei a conhecer, gente que eu conheço e me conhece bem, gente que eu conheço, mas não tenho proximidade. Muita gente.
E aí começo a me sentir vigiada. A Alê já me disse mais de uma vez: "você escreve demais, você é clara demais". Mas se eu não puder ser clara, usar esse espaço, que é meu, pra botar pra fora o que eu quiser, então de que serve ter um blog?
In the other hand, não consigo escrever me sentindo vigiada desse jeito. Já tive de dar explicações por coisas que escrevi aqui mais de uma vez, e nenhuma vez foi legal. Isso aqui chama "piração", divagação, e não "exatamente o que eu sou", mas nem todo mundo consegue entender isso.
E aí, me sentindo vigiada, não consigo escrever. Travei.
Sei lá. Tô achando que esse blog tá perdendo o sentido.
postado por: Mari 3:50 PM
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Sexta-feira, Dezembro 05, 2003
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AANB
(Associação das Associações Nonsense do Brasil)
Nani teve essa idéia: fundar dezenas de associações nonsense.
A primeira é um Clube das Mulheres Solteiras. De início era pra ser "encalhadas", mas ela achou que pegava mal. Epa, eu também acho!
A idéia é fundarmos o clube, cobrarmos manutenção e fazermos festas com a grana. O dilema é: as festas vão ser só para as solteiras? Ou as festas serão para resolver o problema das solteiras? Mas se as festas resolverem o problema das solteiras, elas não serão mais solteiras, deixarão o clube e ficaremos sem verba! Oh, dúvida cruel!
E há pouco cogitamos criar a AMSC - Associação das Mulheres com Síndrome de Carolina. Carolina do Chico, aquela de "o mundo passou na janela, e só Carolina não viu".
Porque nós duas estamos com síndrome de Carolina.
Mas pra essa associação, não sei se valerá a pena fazer festas, porque as associadas não verão
postado por: Mari 3:40 PM
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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003
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Me, myself and I
Faz uns 3 meses que eu faço terapia.
No começo era tudo absolutamente ótimo.
Aí começou a fase do "puxavida, eu já errei muito na vida". E isso foi muito doloroso. Porque acho que todo mundo acha que faz tudo certo, né. E é difícil olhar pra vc e pensar: "nossa, tudo isso foi errado", ou "eu não gostaria que alguém tivesse feito isso comigo, mas fiz com alguém".
Agora, depois do momento "caindo na real" (digressão: viram o filme com esse nome? Pééééssimo!), vem o momento: daqui prá frente tudo vai ser diferente. Pelo menos essa é a disposição. Errei, sim, mas agora que descobri que errei quero acertar. Claro que não vou passar a acertar a partir de agora. Mas pelo menos espero me dar conta dos erros e pedir desculpas até o dia em que as coisas ruins não se repetirão.
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Bom, mas hj acho que vou enlouquecer.
postado por: Mari 3:46 PM
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Quarta-feira, Dezembro 03, 2003
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O QUE O VENTO NÃO LEVOU
No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
Mário Quintana
postado por: Mari 6:25 PM
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Pois é
Aí eu fui ao banco, depois de enrolar uns 2 meses, pra desbloquear o cartão da poupança (sim, eu digitei a senha errada 3 vezes).
Hoje decidi.
Cheguei no banco e... Surpresa! Em reforma!
Aí, só de raiva, fui numa ponta de estoque que abriu pertinho de casa e comprei uma sandália nova, que estava namorando há um tempo.
Eu sei: mulheres.
postado por: Mari 11:30 AM
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Terça-feira, Dezembro 02, 2003
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O que eu disse?
Começou a Operação Parati no Réveillon. Com tudo.
Estou seguindo o programa de verão da Marie Claire.
Nani, vamoaí?
postado por: Mari 11:11 AM
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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003
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"E existe angústia maior do que estar apaixonado?"
De Samuel, 11 anos, personagem de Love Actually, apaixonado pela garota mais popular da escola.
Faz todo sentido. Tem coisas que aprendemos cedo, mas acabamos fingindo que não sabemos.
O que vem a contestar minha frase favorita do Gabo, que diz que a sabedoria só nos vem quando não serve mais de nada.
postado por: Mari 2:08 PM
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Nostalgia
Não posso deixar de comentar.
Ese é o nome do filme que fui ver ontem à tarde. De Andrey Tarkovski. Russo radicado na Itália.
Sim, o filme é muito lento.
Sim, eu dormi no filme.
Vale lembrar que o convite foi do Ulisses. Ele é astrofísico. O TCC dele foi sobre a expansão das galáxias. Vez ou outra ele tá assistindo a algum episódio do Cosmos, lembra de mim e me manda a fita pra conversarmos.
Eu faço isso porque ele é meu amigo. Vejo Cosmos, vejo Tarkovski. Porque definitivamente eu não acompanho esse ritmo.
postado por: Mari 1:00 PM
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