Normal enough to know that you're weird...
But too damn weird to do anything about it!
Sexta-feira, Janeiro 30, 2004
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O segundo dia
( Pô, mas essa chata só fala dessa academia?
Mas o blog é meu e eu falo o que eu quero)
Hoje foi de verdade. O Juninho, o instrutor que me acompanha, ficou com minha avaliação física de ontem pra hoje pra preparar um treino pra mim. Quando cheguei hoje a ficha estava prontinha, com os exercícios pra os próximos dez treinos. E lá fui eu, com uma série de verdade! Mais um bocado de esteira. Resultado: muita endorfina!
Cheguei em casa toda feliz, e fui olhar o resultado da avaliação.
Bem...
Se fosse resumir, é "seu condicionamento físico está na UTI". Minha freqüência cardíaca é ruim para a minha idade. Tenho muita gordura no corpo. Tenho pouca massa muscular. Preciso melhorar muito. Muito mesmo.
Bom, pelo menos comecei.
Ah, sim. Hoje resisti melhor aos abdominais. Mas o mocinho não apareceu,. claro. Só porque eu estava dando show de malhação. (ah, estava sim)
postado por: Mari 7:15 PM
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Quinta-feira, Janeiro 29, 2004
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Mari marombeira
(ok, foi péssimo, mas não consegui pensar num título melhor pra esse post)
E hoje eu comecei a ir na academia. Academia no sentido ontológico da palavra, esteira, puxar ferro, isso tudo. E foi bom.
Na avaliação física, o moço disse que eu tenho gordura demais e massa muscular de menos Ok, não era exatamente uma novidade. Ele disse também que pra resolver a questão eu preciso fazer exercícios aeróbicos, pra queimar gordura, e musculares, pra ganhar massa muscular. Disse que é fácil, só depende da minha disciplina.
Desafiou, né?
Pois eu saí da avaliação e fui treinar. Treino leve, uma série em cada aparelho, mais um pouco de esteira. Mas fui!
E, quando saí, disse pro instrutor que volto amanhã (só pra fazer exercício aeróbico, tipo esteira) e no sábado. No sábado. É, eu disse que vou puxar ferro no sábado... ainda tô tentando acreditar na minha superdisposição.
O mico do dia ficou para as duas séries de abdominais. Só duas séries, e me fizeram sofrer... eu tenho de reverter essa situação!
Pra completar, entrou um gatinho na academia, justamente no momento em que eu pagava o mico do dia. Lógico. Mas beleza, foi só o primeiro dia.
Virão outros. E eu vou ficar sarada.
Rá, rá, rá.
postado por: Mari 3:23 PM
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Quarta-feira, Janeiro 28, 2004
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Pequenas frases de grandes amigos
Tem aquelas frases que nos fazem rir. Essas estão nos posts Você já ouviu uma dessas. Mas também tem frases que fazem a gente pensar que o mundo vale a pena. Essas duas que seguem eu "li" de dois amigos. Duas pessoas que eu encontrei de verdade há pouco tempo, mas pelas quais tenho o maior carinho.
Ontem o rapaz me disse essa: "estou pensando em alguma coisa pra te dizer que te faça sorrir".
E agora há pouco a Lu me mandou essa: "eu tô achando ótima essa sua fase egoísta (...) vc tem que encontrar um equilíbrio, enfim. até para saber o que e quem vc quer na sua vida"
E eu tô achando que o mundo vale a pena porque algumas pessoas que vivem por aqui fazem com que o mundo valha a pena.
postado por: Mari 9:20 PM
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Terça-feira, Janeiro 27, 2004
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Mais da série Você já ouviu uma dessas
ou disse
Começo a admitir que as mulheres também soltam pérolas. Essa, por exempo:
Nossa relação não está indo para lugar nenhum, melhor acabarmos
Ok, péssima. Mas é pouco perto das que vêm por aí. Essas foram coletadas nos últimos tempos. Chegaram a mim. Nem todas foram ouvidas recentemente. Algumas foram ouvidas enquanto os outros posts entravam no ar, mas não foram postadas por questões éticas (ho, ho, ho). Enfim, num período em que tantos Troféus Palhacito (ai, ainda boto o nome por aqui) foram concedidos não poderia ser fraco em pérolas masculinas. Vamos a elas.
Precisamos fazer um pacto de nos encontrarmos de novo!
(Aí ele não telefona, não responde aos telefonemas nem aos e-mails. Grande pacto)
Não quero me envolver com alguém como você
(well, saíram por que?)
Vou falar de você para a minha terapeuta
(ah, sim, ela era um problema, no mínimo)
Eu preciso ficar um tempo sozinho pra não machucar ninguém
(clássico)
Mas podemos continuar amigos
(outro clássico)
Sua amiga deve trepar muito!!!
(Sim, empolgado mesmo! Fino que só ele...)
Eu te amo
(Não seria problema se eles não tivessem ACABADO de se conhecer)
Estava na praia com a Ana*, ouvi a nossa música e fiquei pensando em você
(* nome fictício - e, bem, qual é? Com ela queria a outra, com a outra querla ela?)
Vou encontrar uma mulher muito mais interessante que você
(Isso que é um pé bem dado...)
postado por: Mari 6:37 PM
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Odeio
mas odeio mesmo
trabalhar com gente de mau humor
Por algum motivo me deixo contaminar
***
In the other hand, adoro as amigas do trabalho, que me abastecem de serotonina (e calorias, mas isso não vem ao caso)
postado por: Mari 4:23 PM
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Respondendo
A todos os que me deixaram mensagens nos comentários:
Raq, você ganhou na loteria se as frases-palhaçada ficaram no seu passado! Mas, bem, você pode lembrar delas por aqui! Prometo manter o anonimato, tanto do palhaço quanto da feita-de-palhaça :-)
Rose, eu tenho mais blogs do que dou conta de atualizar... mas não quer dizer nada, não precisa se preocupar. Londres tá de pé! Vamos aprender a colocar reloginhos e trequinhos legais!
Pá, obrigada pela visita. Imagino como sua vida está - já dividi esses momentos com vc, lembra? Espero que esteja se virando bem, espero que não esteja enlouquecendo. Quando puder, quando as coisas aliviarem, me dá um toque. Vamos ao cinema, vamos jantar... vamos fazer algum dos nossos programas preferidos!
Thi e Alê, amo vocês dois.
André, você não deixou comentário, mas quero dizer que adorei te encontrar no meu aniversário. Mas continuo com saudade.
postado por: Mari 3:15 PM
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Segunda-feira, Janeiro 26, 2004
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Oh, happy day
O Thi e a Alê, duas das pessoas mais fofas desse mundo (Thi, não se ofenda com "fofo", ok?) estão oficialmente namorando.
Parabéns, lindos! Muita, muita felicidade pros dois.
Mas já dou um recado: ai de quem palhacear, heim! Apanha de mim, não importa qual dos dois! Os dois são meus amigos, amo os dois e quero ver os dois bem, ok?
***
Eu, por outro lado, continuo a garota que só come tranqueira. Preciso me controlar.
Aliás, amanhã vou me matricular na academia de vez. Definitivo. Preciso daquele hormônio que traz sensação de felicidade, sabe? Esqueci o nome dele, enfim, preciso consgui-lo por meio de exerc´picios, e não de chocolates!
postado por: Mari 4:09 PM
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Pra mudar um bocadinho
Hoje, ao olhar para a minha prateleira (cheíssima de cosméticos até demais) decidi não usar meus perfumes de sempre. Uso todo dia o Quasar feminino, e eventualmente o Pink, da Victoria Secret.
Mas hoje não. Me deparei com uma amostra grátis da Avon que ganhei na saída do show da Maria Rita (na verdade ganhei dois: o Rapaz me cedeu o dele, uma vez que o perfume é feminino). E resolvi experimentar.
Devo dizer que a experiência foi boa. O perfume é ótimo, e de repente posso até adotá-lo mais adiante como o meu perfume - prova de que a amostra grátis funciona!
Enfim, eu estava toda feliz comigo mesma. Até ir ao banheiro e ser lembrada pelo espelho que a chuva é a coisa mais cruel que um cabelo - qualquer cabelo - pode encontrar pela frente.
postado por: Mari 3:02 PM
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Domingo, Janeiro 25, 2004
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Eu preciso de um namorado?
Esse foi o resultado do teste que eu fiz do site da TPM
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O gozado é que eu andei pensando nisso nos últimos dias.
Faz oito meses que terminei com o Rodrigo, mas faz pouco tempo que me sinto realmente "avulsa" (a Rose rolou de rir desse termo). O que eu quero dizer é que não tenho namorado, não tenho caso, não estou apaixonada, não tenho ninguém em vista. Nesse tempo todo, acho que é a primeira vez que isso acontece. Eu, eu e eu. É estranho. Mas acho que tende a ser positivo.
postado por: Mari 4:08 PM
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Sexta-feira, Janeiro 23, 2004
Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
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Sono favorece esclarecimento de problemas, diz estudo
da Deutsche Welle, na Alemanha
Pesquisadores alemães comprovaram que sono suficiente estimula, além da memória, a inteligência e a criatividade. Quando dormimos, nosso cérebro continua trabalhando nos problemas que nos ocuparam de dia.
Como muitas vezes acontece, a ciência um dia consegue comprovar o que o bom senso já sabia e que, no caso do sono, acabou virando expressão idiomática em alemão. "Einmal drüber schlafen" (dormir uma noite sobre a questão) recomenda-se, entre outras situações, quando a decisão é difícil ou o problema cabeludo.
postado por: Mari 2:11 PM
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Mais sobre o umbigo
Desculpem, ando meio tensa com muitas coisas, então não tenho conseguido escrever... mas agora vou me concentrar num post que estu devendo sobre a volta à terapia.
Pra quem não se lembra, a Fabiana (minha terapeuta) estava de férias desde o meio de dezembro. Nesse período tive alguns surtos de "Cadê a Fabiana??", mas passou. Tive um sonho que renderia um mês de sessões, acho, mas vou levar resumidamente e com um monte de conclusões já. Nesse mês órfã de terapia descobri que eu já aprendi a pensar mais em mim, mesmo sem o auxílio direto da Fabiana.
Bom, mas esse é um post sobre a volta, e não sobre as descobertas do período de orfandade.
Eu cheguei na terapia na terça falando do meu período umbiguento. Minha decisão com relação ao ano novo, praticamente. Falei da academia (escolhi, mas ainda não me matriculei), do filme O último samurai e de várias coisas que têm me feito pensar mais em mim. Falei da minha opção por ser "egoísta" por um tempo. Por não me voltar pros outros, por não me voltar pra encontrar um relacionamento. Por me voltar pra mim e para as coisas que me fazem bem, as coisas e as pessoas. Ela ahcou engraçado que eu me apegue a alguns extremos - como puxar ferro.
Mas o importante é que ela me ajudou a ver que esse é um caminho que venho trilhando há alguns meses e está chegando no ápice. Procurar a terapia foi um passo. Um passo que talvez tenha acelerado o processo. De qualquer maneira é um caminho natural. É um momento que tinha de chegar pra eu encontrar um equilíbrio e seguir.
Uau, muito profundo.
***
Agora eu quero é lembrar a galera da minha baladinha de hj!!!
postado por: Mari 11:18 AM
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Quarta-feira, Janeiro 21, 2004
Terça-feira, Janeiro 20, 2004
Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
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Opa, opa...
Parece que o post do umbigo causou um mal entendido.
Não, eu não quis dizer que minha barriga vai ficar saradinha em 2004... quer dizer, pode ficar. Mas não é essa a meta, não é isso que quer dizer "ano do umbigo".
O ano do umbigo quer dizer que, em 2004, serei uma pessoa umbiguenta. Mais voltada para mim mesma. Isso porque em 2003 tive muitas preocupações com relacionamentos. A meta para 2004 é seguir uma filosofia meio Xuxa: o que tiver de ser será. Eu é que não vou atrás de sarna pra me coçar.
Em 2004 vou investir em mim. É um caminho que começou quando busquei fazer terapia, e está chegando no seu apogeu agora.Ir à academia é uma parte desse caminho. Puxar ferro nunca foi a minha cara, mas conversando com a minha mãe eu concluí que preciso fazer mais pela minha saúde.
E também vou estudar mais. Vou ler mais, e vou escrever mais. Estou numa fase criativa (tem um conto saindo do meu computador, mas claro que ele vai ser meio íntimo). E tem um livro que pode nascer (né, Lu?). E eu vou me dedicar a mim.
Desculpem-me os outros, mas eu preciso disso por um tempo.
O lado bom é que eu vou passar a entender melhor as pessoas umbiguentas
postado por: Mari 3:45 PM
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Domingo, Janeiro 18, 2004
Sexta-feira, Janeiro 16, 2004
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Hate it
Reitero aqui que odeio que as pessoas cuidem da minha vida. E odeio que as pessoas falem de mim pelos corredores.
Aviso ao Diva (Departamento de Investigação da Vida Alheia) que eu sou maior de 21, portanto sou considerada, legalmente, plenamente capaz. Tomei todas as vacinas do calendário obrigatório, e até a contra a rubéola, que foi dada recentemente em uma campanha, lembram? Então, tomei. Sou maior e vacinada, em suma.
Vacinada nos postos de saúde e, também, um bocado vacinada pela vida.
Logo, quero avisar a todos, especialmente aos integrantes do Diva, que da minha vida cuido eu. Se eu pedir um conselho, podem me dar. Se não, dispenso a profunda investigação sobre o que eu possa fazer, ou deixar de fazer. Se eu cometer um crime, vou presa. Se eu fizer uma besteira, sofro as conseqüências. Eu, em primeira pessoa. E, sem querer ser agressiva, ninguém tem nada a ver com isso.
Pra pedir silêncio eu berro
Pra fazer barulho eu mesma faço
Deu pra entender? Da minha vida cuido eu
***
Curioso.
Hj estréia um filme francês chamado Beije quem você quiser
postado por: Mari 10:25 AM
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Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
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Remexendo no passado
Encontrei por acaso nos meus itens enviados o e-mail que eu mandei pro cito quando "acabei tudo". É gozado o efeito que esse tipo de coisa causa. Não é a primeira vez na vida que reencontro um e-mail desse tipo, perdido nos itens enviados.
Da outra vez, chorei.
Desta vez fez pouca diferença. Reli cada palavra, mastiguei, na verdade. E, graças, o efeito foi bem difertente da outra vez. Mas mexe. Não tem como não mexer, acho.
O trecho que bate na minha cabeça é esse, da música da Maria Rita:
"Repetindo, repetindo, repetindo
como num disco riscado
o velho texto batido
dos amantes mal amados
dos amores mal vividos"
Porque acho que nada define melhor essa história do que "amor mal vivido".
E a mim, "amante mal amada".
postado por: Mari 7:44 PM
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Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
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Pessoas
(meu chefe detesta esse termo. Sempre diz "pessoa pode ser qualquer um")
Há pessoas que estarão na nossa vida para sempre
Há pessoas que foram importantes num momento, depois somem, como se nunca tivessem existido
Há pessoas que nos tratam bem num dia e nos viram a cara no outro, sem que entendamos
Mas há pessoas que nunca mudam e são um porto seguro
Há pessoas que se tornam especiais num instante
E há pessoas que levam anos para nos conquistar
Há pessoas que nos surpreendem para o bem
Há pessoas que nos surpreendem para o mal
Há pessoas que amamos, mas nunca nos deram muita pelota
E há pessoas que nos amam, mas nunca valorizamos isso devidamente
Há pessoas que nos causam arrependimento por termos feito muito por elas, e há pessoas que nos causam arrependimentos por termos feito pouco por elas
E há pessoas que nos causam arrependimento pelas duas coisas ao mesmo tempo
postado por: Mari 9:26 PM
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A campanha
Persiste a campanha para me arrumarem um namorado.
O próximo da fila é lindo. Pela definição da Pá: "Quem é esse Raí?" Sim, sim, ele é bem bonito. E, ponto pra ele, estava no meu aniversário, me abraçou, deu os parabéns, todas essas coisas bonitinhas de que nem todo mundo é capaz.
Maaaaaaaaaas... sim, sempre tem um "mas". Ele é gay.
Ele é gay, mas está meio decepcionado com os homens - é, temos alguma coisa em comum. Ah, sim, temos também algumas amigas em comum, que, então, acharam uma boa unir o útil ao agradável. Aproveitar o momento de dúvida do moço pra eu regenerá-lo. Wow! Tarefa pretenciosa e arriscada, heim?
***
Falando em "alguma coisa em comum", esse pensamento está na minha cabeça desde a última sessão de terapia: talvez seja bobagem procurar alguém que tenha tudo a ver com você, que seja muito parecido com você. Ou comigo, no caso.
Explico.
Nos últimos tempos, procurei gente parecida comigo. E encontrei. Mas, por um motivo ou por outro, não deu certo. Não deu liga, não formou. Não virou. Não rolou. Lembram como a coleção de CDs e livros do cito parecia com a minha? E que os filmes favoritos, eram exatamente os mesmos? Pois é. Não adiantou nada.
In the other hand, gente cuja coleção de CDs coincide com a minha só em um título em outro (geralmente clássicos), que de repente nem é muito apegado à leitura (sacrilégio!), enfim, que de maneira geral não tem nada a ver comigo me proporcionou momentos bem melhores recentemente.
Acho que está na hora de mudar os meus conceitos.
postado por: Mari 11:59 AM
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Terça-feira, Janeiro 13, 2004
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Momento baixa auto-estima
Ao contrário do que muita gente pensou, aquele post chamado Eu queria... não representava um momento de baixa auto-estima.
Esse aqui representa.
Mesmo que não tão bem expresso em palavras.
"Depois do seu aniversário começa o seu melhor período astral", me disse a Ju recentemente. Otimismo puro.
Não me sinto no meu melhor período astral. Nem de longe. Me sinto vivendo dias de cão - cadê minha terapêuta, please? Quer fazer o favor de voltar das suas férias, dona Fabiana?
Mulheres são como ondas, já dizia John Gray, PhD. E quem duvida que estou na baixa onda? A Nani não, a tirar pelos e-mails que recebeu de mim hoje. Aliás, sorry. Detesto ter a plena consciência de que estou sendo chata e não conseguir fazer nada a respeito. Mas estou chata pra mim mesma. Eu não estou me aguentando, nesse exato momento.
Queria recomeçar. Do zero. Ou quase. Apagar uma série de coisas e seguir sem elas na mochila.
Como é que era uma alegoria sobre a mochila? A gente tem uma mochila nas costas, e vai colocando coisas nela. Nossos pais colocam coisas nela, nossos amigos, nossos familiares, as pessoas com quem convivemos. E chega um momento em que tiramos a mochila das costas e ficamos olhando o que ela tem. Não é algo assim?
Só que não rola simplesmente jogar fora o que a gente não quer mais carregar. Well, se rola eu não sei como fazer.
postado por: Mari 8:09 PM
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Trechos
Estou relendo O amor nos tempos do cólera, um dos meus livros favoritos. Grifei uns trechos.
"Coisa bem diferente teria sido a vida para ambos se tivessem sabido a tempo que era mais fácil contornar as grandes catástrofes matrimoniais do que as misérias minúsculas de cada dia. Mas se alguma coisa haviam aprendido juntos era que a sabedoria nos chega quando já não serve para nada"
"Uns ressentimentos mexeram em outros, reabriram cicatrizes antigas, transformaram-nas em feridas novas, e ambos se assustaram com a comprovação desoladora de que em tantos anos de luta conjugal não tinham feito mais do que pastorear rancores"
"(...) as feridas mal cicatrizadas voltavam a sangrar como se fossem de ontem"
"(...) A olhou pela última vez para todo o sempre com os mais luminosos, mais tristes e mais agradecidos olhos que ela jamais vira no rosto dele em meio século de vida em comum, e ainda conseguiu dizer-lhe com o último alento:
- Só Deus sabe quanto amei você"
"As pessoas que a gente ama deviam morrer com todas as suas coisas"
"(...) até o dia em que conheceu Fermina Daza e se acabou sua inocência"
"Sentia o sangue virar espuma na urgência de vê-lo"
Lembro que, há muito tempo, fiz isso com Alta Fidelidade. Fui postando trechos que mexiam comigo. Acho que já botei bastante por hoje, mas tem mais, a minha releitura está cheia de grifos. Ah, são dois momentos. No começo, é sobre o casamento de Fermina Daza e o doutor Juvenal Urbino. As duas últimas, e provavelmente a maioria das próximas, são sobre o romance adolescente de Fermina Daza e Florentino Ariza.
Só alguns comentários.
Em outra ocasião acho que já disse isso, enfim. Admiro Gabo porque ele é daqueles gênios que consegue nos dizer as maiores verdades da vida. Principalmente aquelas verdades mais dolorosas de todas. Ele têm clareza para expôr feridas. Para dizer coisas que escondemos. Que fingimos não ver, para não doer.
E... conflito entre meus dois livros favoritos. Em Alta Fidelidade, Rob diz a certo momento que não sabe por que não consegue entender as garotas, afinal ele leu A insustentável leveza do ser e O amor nos tempos do cólera, "e eses livros são sobre garotas, não são?"
Sobre o Kundera, Juvs está mais apta a falar do que eu. But... não! O amor nos tempos do cólera não é um livro sobre garotas, please!
A meu ver, é muito mais um livro... sobre um homem apaixonado!
postado por: Mari 11:05 AM
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Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
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Mais uma da série Músicas que eu amo e vivo postando
Quando a gente conversa
contando casos, besteiras
tanta coisa em comum
deixando escapar segredos
Eu não sei que hora dizer
me dá um medo, que medo
Porque eu preciso dizer que te amo
te ganhar ou perder sem engano
Porque eu preciso dizer que te amo
tanto
E até o tempo passa arrastado
só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
se abre e acaba comigo
Baby, nessa novela eu não quero
ser seu amigo
Eu preciso dizer que te amo
te ganhar ou perder sem engano
Porque eu preciso dizer que te amo
tanto
Eu já nem sei se tô misturando
ah, eu perco o sono
Lembrando cada gesto teu qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira
Porque eu preciso dizer que te amo
te ganhar ou perder sem engano
Porque eu preciso dizer que te amo
tanto
postado por: Mari 8:17 PM
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Domingo, Janeiro 11, 2004
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Complementando o balanço
SMSs
João
Juvs
Mais telefonemas
Ju e Alê
Tias Linda e Creusa, e vó
Fê
Pai (finalmente)
Glenda
Pá
Cartão virtual
Rose
Mais presentes
Carteira de balada
Bolsa maravilhosa
Vale-livro do Gabo
Companhia dos amigos
Persistiram as pequenas decepções, as pequenas coisas que me deixaram pra baixo em alguns momentos. As pessoas que não se lembraram. As pessoas que fizeram pouco caso. Algumas pessoas de quem eu esperava um bocadinho mais de consideração. Mas isso passa. Passa, porque tenho à minha volta pessoas que eu amo e que me amam, afinal. Que me valorizam como eu sou e me ajudam a superar as pequenas chateações. São essas as pessoas que valem a pena. Graças a Deus eu as tenho. Terminei a noite com lágrimas nos olhos ao abraçar a Ju, que é uma amiga perfeita. A Ju merece. E a Glê, e a Pá, e a Nani, e a Alê, todas pessoas que eu amo de paixão e estavam comigo.
postado por: Mari 5:33 PM
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Sábado, Janeiro 10, 2004
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Balanço parcial
Presentes
Ingressos para o Hopi Hari
Um lápis da Xuxinha (?)
Um kit de maquiagem bem bacana
Telefonemas
Tias Silvia e Estela
Dani
Rodrigo
Thi
Nani
Mamãe
Chadia
Uma ou outra pequena decepção
postado por: Mari 5:19 PM
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Sexta-feira, Janeiro 09, 2004
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Great expectations
(amei o filme e o livro)
Amanhã é meu aniversário, e eu tenho as seguintes expectativas para as próximas horsa (de agora até o fim do domingo):
- que minhas matérias especiais dêem certinho hoje
- que o meu dia, de maneira geral, dê certinho hoje, pra eu não ficar até tarde no pescoção, conforme eu e meu editor nos propusemos a fazer
- que amanhã a Márcia, minha maravilhosa cabeleireira, me deixe linda e loira. E que minhas novas unhas postiças tb fiquem ok
- que o almoço de amanhã, seja como for, seja bacana
- que o plantão seja light, afinal eu mereço
- que o tempo melhore, pra eu poder usar uma roupinha leve e bonitinha no meu dia
- que a esticada com as meninas seja ótima, seja pra onde for
- que eu receba muitos e muitos telefonemas, porque adoro ser lembrada no meu aniversário
- que, no domingo, eu consiga almoçar com o meu pai, porque amanhã eu já vi que não vai rolar
- que a Unicamp não me dê muito trabalho no domingo
- que eu consiga ver Longe do Paraíso, pra encerrar o fim de semana - essa, a mais ambiciosa de todas as expectativas!
Cruzem os dedos, please
postado por: Mari 11:20 AM
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Quinta-feira, Janeiro 08, 2004
Quarta-feira, Janeiro 07, 2004
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Eu queria...
... não roer as unhas
... que as unhas dos meus pés não encravassem
... que eu não engordasse tanto na barriga, sempre
... que a minha bunda não fosse tão grande, nem minhas pernas tão largas
... que a minha pele não fosse tão clara e com tendência a adquirir aquelas manchas de sol horrendas
... que a minha pele não tivesse tanta acne
... que eu tivesse mais disposição para fazer academia
... que o meu cabelo não enrolasse, não ressecasse, não armasse e, principalmente, não caísse
... que eu não tivesse celulite nem estrias
Será que dá pra isso tudo acontecer?
postado por: Mari 2:43 PM
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Terça-feira, Janeiro 06, 2004
Segunda-feira, Janeiro 05, 2004
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O primeiro do ano
É sem muito orgulho e com um bocado de tristeza que concedo, após uma decisão unânime das presentes ontem no Graminha, o primeiro Troféu Palhacito do ano. (como não posso dizer, neste blog, o nome completo, por ora ele vai ser chamado assim, ok?).
O Troféu Palhacito de Janeiro de 2004 vai para o moço indicado pela Pá.
Ela nem queria sair com ele. Só saiu porque ele insistiu muito (e nós, amigas, devemos admitir nossa parcela de culpa, incentivando, acreditando que ele era bacana). E no começo ele era legal, quase grudento. Maaaaaaaaaas... homem é tudo palhaço. E, quando ela estava prestes a dar o fora nele, ele deu o fora. Antes. Segundos antes.
Então, moço da Pá, te entregamos o primeiro Troféu Palhacito de 2004.
E repito os votos da Nani: que este seja um ano pobre de entregas desse troféu.
postado por: Mari 10:35 AM
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Sexta-feira, Janeiro 02, 2004
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A culpa é das novelas
O mote desse post é o comentário que a Nani botou num post lá embaixo, chamado Balanço.
Ela dizia:
"Já devo ter te dito isso (digo a todo mundo) que 2001 foi o ano da pior decepção amorosa da minha vida. E o ano das melhores viagens da minha vida, quando conheci Londres e Caroline, a belga. E o Rio. Como eu poderia reclamar de um ano assim? Não pude. No fim, o saldo foi positivo, não há dúvida.
Como 2003 foi para vc positivo, no fim das contas. E assim há de ser 2004.
Feliz Ano Novo!"
Aí eu me lembrei de uma teoria que a Cris (minha companheira temporária de trabalho - infelizmente) defende: o nosso problema é que assistimos muita novela, crescemos assistindo novelas. E eu acrescento: e continuamos assistindo comédias românticas. A gente vive vendo essas histórias lindas em que tudo dá certo e fica acreditando que pra nós tudo vai dar sempre certo também.
E "tudo" não quer dizer que vamos passar no vestibular, ou ganhar dinheiro, ou ter os melhores amigos do mundo, ou visitarmos lugares mágicos, nada assim. Quer dizer que vamos encontrar a nossa alma gêmea e sermos felizes para sempre. Não é assim que acontece nas novelas e nas comédias românticas? A história só acaba quando os casais conseguem se entender! Os casais do bem, claro, as pessoas do mal se ferram. Mas a gente sempre acha que é do bem, né. Então a gente acredita piamente que no fim das contas nosso príncipe encantado vai vir nos buscar num lindo cavalo branco. E nem importa que ele seja pobrinho. Ou que ele tenha sobrenome, e a gente seja pobrinha. Ou que a mãe dele nos odeie, ou que a nossa o odeie. Enfim, pouco importa que o mundo esteja contra nós, porque nós seremos mais fortes do que tudo, porque vai ser o amor da nossa vida. E fica essa imagem na cabeça de que a gente só vai ser feliz de verdade quando essa linda história de amor se realizar.
Por isso provavelmente eu comecei aquele post me queixando dos meus relacionamentos em 2003. Porque, apesar de tantas outras coisas terem sido legais, eu terminei com o Rodrigo e me dei mal com o cito (já expliquei que "cito" vem de "palhacito"?).
Mas a minha vida, e a de nenhum leitor daqui, é um enredo de novela. Nem de cinema, como já disse a Lu.
A vida é a vida, e ela é bacana do jeito que ela é. Ela tem muita coisa além de um príncipe encantado - que, afinal de contas, nunca vai aparecer. A gente (e eu tb) tem mania de colocar toda a expectativa da nossa vida em coisas erradas. Em coisas que não são toda a nossa vida. Claro que eu não desprezo a idéia de ter uma cara-metade legal. Mas se demorar 10 anos pra isso acontecer... enquanto isso tenho de aprender a ser feliz com todas as (muitas) coisas boas da vida.
postado por: Mari 3:22 PM
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Quinta-feira, Janeiro 01, 2004
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Resoluções
Embora elas tenham acontecido em plena comemoração do ano novo, não são exatamente resoluções de ano novo.
Enquanto víamos os fogos da Paulista lá da festinha onde estávamos, eu e minha irmã decidimos que ainda vamos passar um réveillon em cada um desses lugares:
- Avenida Paulista
- Praia de Copacabana
- Salvador
- Times Square
- Às margens do Tâmisa (esse último local é mais meu que dela, mas belê).
Que a vida nos permita a realização desses planos.
postado por: Mari 8:59 PM
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