Divagações Espontâneas

Normal enough to know that you're weird... But too damn weird to do anything about it!



Terça-feira, Março 30, 2004

Difícil

Tá sendo difícil
Eu não quero mais trabalhar na senzala
Mas não quero deixar meus amigos

E é difícil ensinar tudo o que eu faço, e aprendi a fazer em seis meses, em um dia. Para uma pessoa que nunca trabalhou em diário. É verdade que ela tem a maior boa vontade do mundo, mas não tá no mesmo ritmo que eu.

E, por mais que eu queira sair, é difícil.

postado por: Mari 7:01 PM


Domingo, Março 28, 2004

O texto não é meu, é do Marcelo, e já foi publicado há tempos, no Venice Online, quando ele vivia. Mas é muito bom, e foi desenterrado.
(levemente editado)

CTRL-Z
Todos nós sabemos que a cada dia que passa nós, seres humanos comuns, nos tornamos mais dependentes de máquinas. Não temos mais como negar. Somos dependentes e fim de papo, quem quiser se rebelar que suba em uma montanha, adentre em uma caverna e fique lá, vivendo como um eremita... consciente que nem a sua última esperança, o Bug do Milênio, conseguiu libertar o mundo das mãos dos processadores!!!

Agora, se você já se conformou com a idéia de controlar uma máquina e as vezes ser controlado por ela (troca-troca virtual), conseguirá entender aquilo que estamos discutindo aqui... e talvez até já tenha se pegado tentando executar tarefas possíveis somente no computador em sua vida. Loucura? Não é não... Ontem mesmo uma garota passou do meu lado e eu scaneei ela de ponta a ponta... e confesso que gravei ela no meu HD!!! Mas hoje eu vi outra, que me interessava mais do que a de ontem, mas como não tinha espaço livre, tive que deletar alguns dados... e lá se foram os arquivos da tal garota, da vergonha na cara e do compromisso que estava gravado aqui desde a semana passada... ai se eu pudesse dar um ctrl+Z e desfazer essa idiotice...

Ctrl-Z, você já se pegou tentando dar um naquelas burradas que se comete no dia-a-dia? Aquela garota que te deu o fora (ctrl-z), aquela grana que você deixou cair no chão (ctrl-z), aquela porrada que você deu com o carro do seu pai naquele Alfa Romeu zerado (ctrl-z, ctrl-z, ctrl-z, até a hora que você pediu a chave pro seu pai). Imagina que ótimo seria poder voltar atrás em todas as situações que desgraçaram sua vida.

Infelizmente tal comando (ctrl+Z) só existe no computador, e como já ditava a Lei de Murphy: ¿ O tempo que se leva para arrumar uma cagada é duplamente proporcional ao tempo utilizado para cometê-la.¿

Situações para se usar o Ctrl+Z:

- Aquela grana que você emprestou pro seu cunhado há 2 anos
- Churrasco grego com vinagrete no centrão (só pra experimentar)
- Briga de galo perto da borda da piscina
- Aquele anel de brilhante em 12 prestações que você deu para sua namorada de duas prestações
- ¿consigo ultrapassar essa carreta antes da bifurcação¿
- abrir um email com uma mensagem ¿ I love you¿ anexada

postado por: Mari 6:47 PM


Sábado, Março 27, 2004

Repostando

Essa vez o horóscopo foi foda. Vamos lá

Talvez você tenha os mesmos compromissos de sempre nesta semana, mas estará mais feliz e entusiasmada com sua vida (verdade!). A perspectiva de viajar e as boas notícias que virão de terça a quinta trarão alegria e otimismo(boas notícias, sim, elas! Quarta e quinta!). Um relacionamento poderá se solidificar entre terça e quarta(hum, nada disso. Fui pedida em namoro, mas não solidifiquei a relação). Na quinta e na sexta, aproveite as oportunidades que surgirão no trabalho e fortaleça sua posição. Poderá começar um novo projeto ou assumir um novo papel profissional(Novo papel!). No fim-de-semana, elabore novos objetivos, organize sua casa e compreenda melhor suas emoções. Uma conversa mais franca, no domingo, reforçará a segurança no relacionamento afetivo.

postado por: Mari 10:35 PM


Haverá saudade

Nas situações mais adversas a gente sempre arruma um jeito de ter um bocadinho de felicidade. Na senzala, eles estão diretamente ligados à companhia da Lu e da Raq.
Os momentinhos de felicidade na senzala sempre foram trazidos por elas. Pelos mil emeios ao longo da tarde. Emeios que traziam palavras bobas. Com xingamentos ao chefe ou a colegas de trabalho. Falando mal de alguém. Falando de um elogio. Contando de uma DR que tivemos com alguém - ou emeios que eram DRs, eu e a Raq fizemos isso demais. Isso sem falar nos emeios sobre os namorados delas. E sobre os namorados que elas me arrumaram, foram pelo menos três. E os jantares salvadores ("tô na lama, pede algo, please!"). E os cafés nos quintos dos infernos. E os bolos e chocolates e doces, salvadores. E as cervejas, das quais a Lu infelizmente não participou. E aquele prazerzinho de falar mal dos caras péssimos.

Girls, i'm gonna miss you so much.
But I'm getting my life back...

***

Em tempo: Raq, parabéns. Você é foda.

postado por: Mari 9:56 PM


Sexta-feira, Março 26, 2004

Último

Esse é o último pescoção aqui na senzala.
Pelo menos nessa fase. Pelo menos nessa passagem pela senzala - não devo dizer que nunca vou voltar, é arriscado demais.
Na próxima sexta, a essa hora... poderei estar em casa, no cinema, num boteco, numa balada...

postado por: Mari 10:55 PM


Porque eu tô voltando

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de brahma prá gelar, muda a roupa de cama
Eu tô voltando
Leva o chinelo prá sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor, vai pegando uma cor
Que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito prá eu notar que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar, pode se preparar porque eu tô voltando

Põe prá tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola
Eu tô voltando
Dá folga prá empregada, manda a criançada prá casa da avó
Que eu tô voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá lá lá iá, lá lá lá lá lá iá, porque eu tô voltando

postado por: Mari 1:04 PM


Quinta-feira, Março 25, 2004

Lilo e eu

Eu passei 22 anos e 9 meses da vida criando minhocas na cabeça.
Aí fui fazer terapia e nos últimos seis meses estou acabando com as minhocas. Acho. Tentando. Sei lá. Essa foi a sensação que eu tive hoje quando saí da sessão (odiando o acidente na Paulista que me fez perder meia sessão).
Mas pelo menos acho que umas duas minhocas foram embora de mim hoje. É verdade que eu consegui enxergar melhor muitas outras, que eu nem sabia direito que estavam lá. Mas em vez de ter medo de saber onde elas estão (como eu tinha antes, e até tenho ainda de vez em quando) eu estou é criando coragem de botar a mão no meio delas e tirar uma por uma. Custe o que custar, dure o tempo que durar.
Chato é descobrir que tem um monstrinho dentro de mim (como a Raq costuma dizer). Mas tem, e tudo o que eu posso fazer agora é querer que ele seja menos feio. Eu sei que andei sendo birrenta, sei que andei sendo injusta (mais do que o sutil ¿exigente¿ que a Djones me disse, em algumas ocasiões). E acho que agora não tenho mais medo do monstrinho, não. Em última instância, ele é parte de mim. E eu vou domesticá-lo. Acho que é por aí. Como o Stitch. Ele é feio, mas pode ficar menos do mal.

postado por: Mari 6:17 PM


Quarta-feira, Março 24, 2004

Momentos de tensão

Estarei eu próxima de me livrar da senzala?

postado por: Mari 4:46 PM


Terça-feira, Março 23, 2004

Sensacional

Foi o meu jantarzinho agorinha. Escapei da senzala e fui na padoca, com a Ju e a Alê. Bom, elas são ótimas, porque são ótimas.
E nos divertimos porque somos três retardadas. E rimos de qualquer coisa. E fofocamos da vida de todo mundo (de você, leitor, também!). E não foi diferente hoje.
E eu adoro momentos de respiro, assim como esse. Devia ter um pouco disso todo dia.

postado por: Mari 9:13 PM


Então.
Ando ruim de escrever. Só copiando e colando.
É verdade que, por causa do horóscopo, fui pedida em namoro, mas não decidi aceitar.
Enfim, acho que meus neurônios (o Tico e o Teco) andam pouco criativos ultimamente.

postado por: Mari 6:25 PM


Dessa vez é pra mim

Esse humor é coisa de um rapaz
que sem ter proteção
foi se esconder atrás da cara de vilão
Então não faz assim, rapaz
não bota esse cartaz
a gente não cai, não

postado por: Mari 12:35 PM


Segunda-feira, Março 22, 2004

U-hu

É meu horóscopo semanal

Talvez você tenha os mesmos compromissos de sempre nesta semana, mas estará mais feliz e entusiasmada com sua vida. A perspectiva de viajar e as boas notícias que virão de terça a quinta trarão alegria e otimismo. Um relacionamento poderá se solidificar entre terça e quarta. Na quinta e na sexta, aproveite as oportunidades que surgirão no trabalho e fortaleça sua posição. Poderá começar um novo projeto ou assumir um novo papel profissional. No fim-de-semana, elabore novos objetivos, organize sua casa e compreenda melhor suas emoções. Uma conversa mais franca, no domingo, reforçará a segurança no relacionamento afetivo.

postado por: Mari 8:49 PM


Todo mundo já leu. E a verdade é que todo mundo adorou. Então, aí vai

VIDA DE JORNALISTA

Você trabalha em horários estranhos
(que nem as putas!)

Te pagam pra fazer programas
(que nem as putas!)

Seu trabalho vai além do expediente
(que nem as putas!)

Você é recompensado por entreter e proporcionar prazer
(que nem as putas!)

Seus amigos se distanciam de você e você só anda
com outros iguais a você
(que nem as putas!)

Seu patrão tem um lindo carro e você tem um pau velho
(que nem as putas!)

Quando vai ao encontro do entrevistado, você tem que
estar sempre apresentável
(que nem as putas!)

Ao final do expediente, parece ter saído do inferno
(que nem as putas!)

Seu chefe quer sempre pagar menos e quer que
você faça maravilhas
(que nem as putas!)

Todo dia, ao acordar, você diz: "Não vou passar o resto da
vida fazendo isso"
(que nem as putas!)

Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua
(que nem as putas!)

Apesar de tudo isso você trabalha com prazer
(que nem as putas!)

Autor anônimo
(como uma puta!)

postado por: Mari 7:47 PM


Pensamentos

Pensei em um post com notas, citando coisas que vi/ouvi/pensei no findi. Mas daí, conversando com a Djones, pensei em várias coisas a meu respeito e desencanei das notas.
Fiquei pensando em chamadas de atenção que ela me deu, todas muito cabíveis.
Tipo que eu sou extremamente exigente, crio birra por pouca coisa. Posso ter dispensado um bocado de possibilidades legais nos últimos tempos por birras pequenas.
E mesmo assim acabo achando que vou encontrar o meu príncipe encantado a cada esquina - constatação bem lembrada pela Djones.
Ainda assim, como constatei na terapia, desisto das coisas antes que elas cheguem ao fim por medo de que dêem errado.

postado por: Mari 5:47 PM


Domingo, Março 21, 2004

Porque a dor é brega

Canção da América


Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir

Mas quem ficou
No pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou
No pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância
Digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier
Venha o que vier (venha o que vier)
Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar

Pois seja o que vier
Venha o que vier (venha o que vier)
Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar


Porque a dor é brega eu chorei ontem, no Senna in concert, quando ouvi essa música.
Porque lembrei que hoje, além de aniversário do Senna, tambpem seria aniversário da Silvia.
E porque, tanto quanto o Senna não está entre nós, a Silvia também não está. Não vem ao caso agora retomar as circunstâncias em que a Sil se foi, nada a ver nesse momento.

Mas eu chorei, porque eu vi minha amiga partir.
E porque eu queria, amiga, voltar a te encontrar.

postado por: Mari 10:00 PM


Sexta-feira, Março 19, 2004

Que dia, galera, que dia. Muita vontade de sair correndo. Muita.
Até a Ju me abandonou hoje.
Espero que o findi seja bom. Só assim pra eu me recuperar desses dias.

postado por: Mari 8:30 PM


Quinta-feira, Março 18, 2004

Dúvida (quase) existencial

Então. Assessores.
Alguns deles conseguem ser absolutamente adoráveis. Eu me questiono: eles são sinceros? Aliás, principalmente "elas".
Porque, claro, é do interesse do assessor que eu, repórter, dê espaço para o cliente dele. Mas alguns são bacanas de verdade. Tipo, parece que é da personalidade deles quererem ser legais com as pessoas. Que de repente um dia eles podem realmente ser meus amigos! (ok, exagerei)
Enfim, é que hoje falei com uma dessas. Era a responsável por aquela super viagem pro Grande Hotel Senac São Pedro. E hoje ela me ajudou com outra pauta. E me mandou um jabá fofo. E me botou na lista de uma festa segunda (tomara, a sério, que eu consiga ir). E me disse "precisamos marcar um almoço!", sendo que nem temos tantos assuntos profissionais assim por tratar, ainda mais agora, que eu reservei uma página pro cliente dela sem dar despesa pra ela - sério, eu estava ao telefone com ela marcando a entrevista quando chegou o jabá fofo.

Ah, sei lá. Eu gosto das assessoras do Senac. Entre outras.

postado por: Mari 10:29 PM


Eu odeio o prédio amarelo
mas odeio muito, mesmo
de verdade
do fundo do coração

postado por: Mari 5:20 PM


Ao meu redor

Normalmente eu leio no metrô. O lado bom é que livros e livros são devorados e re-devorados sobre trilhos.
Mas hoje descobri o lado ruim: deixo de observar as pessoas ao meu redor. Hoje eu estava de pé, e não estava a fim de ficar me equilibrando no trem em movimento para ler. E duas situações - basicamente duas pessoas - me chamaram a atenção, e me ocorreu que eu deveria olhar mais e ler menos, pelo menos de vez em quando.

A primeira pessoa foi um sósia do Rodrigo Santoro. Se eu estivesse com a cabeça enfiada num livro (que no caso seria O amor nos tempos do cólera, sensacional), nem teria reparado no moço que entrou na Estação Vergueiro. Talvez tivesse visto a camisa amarela da Motorola. Mas como eu estava atenta ao que acontecia aoredor, logo vi o moço entrar e parar perto de mim. Em outras circunstâncias, eu mal olharia. Hoje eu reparei em cada detalhe do moço, da cabeça aos pés - sapatos superfashion, aliás.
Na Sé ele saiu correndo, fugiu do meu alcance. Sem me deixar nem uma migalha de olhar.

Fiz baldeação e, no outro metrô, vi um casal conversando. Ela devia ter uns 18 anos, ele, no máximo 20. Ele estava de costas pra mim. Ela, de frente. Evidentemente apaixonada por ele. Olhos brilhando, sorriso meio sem jeito. Talvez ele não tenha percebido, mas provavelmente foi o único.

***

Lembrei de um livro que tenho, chama-se Mariana adeus. Comprei por motivos mais que óbvios, mas adorei.
O rapaz, Márcio, vê a moça no metrô. Conversam, na estação seguinte ela desce. Ele pergunta seu nome, ela responde ¿Mariana¿, e ele grita, enquanto ela sobe as escadas: ¿Mariana, adeus¿.
E volta a pegar o mesmo metrô, no mesmo horário, no mesmo vagão, mas nunca mais a encontra. Resolve encontrá-la a qualquer custo, com um anúncio no jornal.
¿Mariana, te perdi entre a estação Ana Rosa e o Paraíso. Me procura¿.

***

Sósia do Rodrigo Santoro com camisa da Motorola, te perdi na estação da Sé, sem direito a nem um olhar. Alguma chance de eu te encontrar?

postado por: Mari 1:23 PM


Quarta-feira, Março 17, 2004

Hoje

"Oi!
Você sabe qual a capital da Noruega? E da Austrália? E do Egito?
Istambul é capital de que país? E Lima? E Viena?
Você gosta de geografia? Tem um Atlas em casa?"

Pedi pra famosos me responderem isso o dia todo.

postado por: Mari 7:01 PM


Droga...

Você descobre que está gorda quando uma calça que costumava ser larga está, de repente, justinha...
ódio mortal... dieta já!

postado por: Mari 11:28 AM


Admito

Acho que acabou a fase do umbigo em seu estágio agudo.
Acho que agora bem que eu queria um namorado bonzinho, comportado, atencioso e, principalmente, de fora do mundinho.
Tipo um momento "eu vi quando você me viu", saca? (daquela música linda da Maria Rita)
Eu até achei que um momento desse podia ter rolado, mas, sei lá, já mudei de idéia.
Mas talvez também eu esteja muito exigente, não sei.

Talvez eu precise decidir direito o que eu quero (além de um novo emprego, que isso eu quero e sei que quero).

postado por: Mari 11:12 AM


Aprendi com a Raq...

A ler o horóscopo do The Sun, que hoje diz:

The perfect blend of Venus and Jupiter can make this the day when a relationship turns into the caring yet daring kind of love you need. Single? Your new love has an accent you can¿t resist. You have good cash ideas but don¿t rush them ¿ and keep a Lotto ticket safe.

postado por: Mari 11:06 AM


Terça-feira, Março 16, 2004

Mais da série A felicidade está nas pequenas coisas

Começa com ser liberada às 22h na segunda-feira.
Daí, quando eu colocava as coisas na bolsa pra ir embora, toca o celular. ¿Marcelo¿, diz o bina. Ele, meu designer favorito (Digressão: praticamente todos os designers que eu conheci eram pessoas maravilhosas e adoráveis). Sexta foi aniversário dele e eu, nessa vida que o inferno me proporciona, só consegui mandar um SMS. E ele ligou para agradecer.

Perguntou como estou, contou como está e me convidou para ir ao teatro.
Quantas vezes nos últimos tempos fui convidada para ir ao teatro?? Não me lembro da última vez, pra falar a verdade. E vamos no domingo.

A vida tem bons momentos.

postado por: Mari 4:57 PM


Segunda-feira, Março 15, 2004

Findi

Eu adoro findi. Adoro-amo. Porque é quando eu realmente vivo. (Vida, aquela coisa de que eu e a Raq temos medo, muito medo)
Sábado passei o dia todo com a Ju. Pra usar uma expressão dela, o dia foi tudodebom.com.br. Foi dos melhores dias do ano. Começou com Zepa, teve pastel e ponta de estoque, shopping e almoço no restaurante chinês dilícia às 18h.
E jantar sensacional na casa do Thi, com a Alê de ajudante de cozinha. Nem tô ligando prás duas bolhas que se formaram na minha mão. Porque é bom passar um dia cercada de amigos.

E o domingo em casa foi tudo também. Eu estava numa fase de arrumar coisas, arrumei prateleiras, joguei coisas velhas fora. Tem um quê de passar a limpo. De mudança, sei lá. De tirar coisas inúteis das costas. Algo assim. É mais ou menos uma imagem, apenas.

É uma fase. Que tem a ver com terapia, com despejar coisas que precisavam ter sido despejadas na primeira sessão. Mas não vou falar de terapia nesse post.

Só que foi um findi ótimo. Um findi em que nem pensei em trabalho. Só relaxei. Só pensei em mim. Conversei com a minha mãe, uma coisa que faz bem, né. Mãe é essencial (depois preciso botar um post sobre o fato de que eu acho que estou ficando madura porque estou ficando mais e mais parecida com a minha mãe). Atividades que eu não consigo realizar no dia-a-dia, mas são essenciais.

Bom. Eu preciso mudar de vida. Mas enquanto não mudo, me contento com os findis.

postado por: Mari 7:32 PM


Gozado - ou não

O finde foi ótimo (outro post, mais tarde, pra isso).
Mas ontem de noite, foi só eu botar a cabeça no travesseiro e lembrar que hj eu teria de voltar pro inferno que me voltou a insônia, o stress, e, sobretudo, a falta de vontade absoluta de vir pra cá.

postado por: Mari 2:13 PM


Sexta-feira, Março 12, 2004

Bronca

Pode ser que meu humor esteja pior do que deve porque eu estou dependendo dos outros pra ir embora do pescoção.
Mas, enfim, não é muito contente ver os comentários anônimos que têm aparecido nesse blog.
Tenho a sincera impressão de que estão tirando um sarro da minha cara.
Na boa, se quiserem falar comigo, é só falar. Não precisa se esconder atrás do sistema de comentários.

postado por: Mari 11:37 PM


Essa música é fofa.
Robertão sabe o que diz, e Calcanhotto sabe o que grava.

Por isso corro demais

Meu bem, qualquer instante que eu fico sem te ver
Aumenta a saudade que eu sinto de você
Então, eu corro demais, sofro demais
Corro demais só pra te ver, meu bem
E você ainda me pede para não correr assim
Meu bem, eu não suporto mais você longe de mim
Por isso eu corro demais, sofro demais
Corro demais só pra te viver meu bem

Se você está ao meu lado eu só ando devagar
Esqueço até de tudo, não vejo o tempo passar
Mas se chega a hora de pra casa te levar
Corro pra depressa, outro dia ver chegar
Então, eu corro demais, sofro demais
Corro demais só pra te ver, meu bem

Se você vivesse sempre ao meu lado eu não teria Motivo pra correr e devagar eu andaria
Eu não corria demais, agora corro demais
Corro demais, só pra te ver, meu bem

Se você vivesse sempre ao meu lado eu não teria Motivo pra correr e devagar eu andaria
Eu não corria demais, agora corro demais
Corro demais, só pra te ver, meu bem

Só pra te ver, meu bem

Só pra te ver, meu bem

Só pra te ver, meu bem

postado por: Mari 3:47 PM


Crisezinha

Eu acho que eu sou o tipo de pessoa que é até interessante à primeira vista
Mas corro o risco de me tornar muito desinteressante com o tempo

Só uma crisezinha que eu vou levar para a Fabiana na próxima sessão.

postado por: Mari 3:44 PM


Quinta-feira, Março 11, 2004

O show

Copiado de um e-mail da Nani, mas serve:
"o Senna in Concert vai contar com a participação da Xuxa e de outros "artistas" populares. Ok, é trash. E eu já estou imaginando a cena: Chico Buarque cantando Construção em dueto com a Sandy. Triste. Mas mesmo assim eu vou. "

postado por: Mari 9:47 PM


Mais uma vez...

... eu tirei as cutículas das minhas unhas, passei uma basezinha e estou querendo me convencer de que roer as unhas não é um bom negócio

postado por: Mari 11:08 AM


Quarta-feira, Março 10, 2004

Em tempo

Além de servir como superprova de que o mundinho é um ovo etc, o Filiall ontem serviu tb pra eu ficar menos carente de amigos, porque a Nani e a Pá (estou com preguiça de botar links hj) estavam lá. Quer dizer, porque fui com elas, né!

postado por: Mari 9:55 PM


Prova

Foi provado, ontem, no Filial, que o mundinho é um ovo
E que sua rede de informações é muito muito muito intensa

postado por: Mari 5:42 PM


A melhor sessão de terapia de todos os tempos

Depois de uma sessão que me desmontou, hoje foi a melhor sessão de terapia de todos os tempos.
Porque fluiu. Porque eu fui entendendo tudo, sabem. Fluiu. Sei lá. Foi assim. Eu comecei a me entender mais. E, por incrível que pareça, estou gostando de me conhecer.

postado por: Mari 5:42 PM


Terça-feira, Março 09, 2004

Desmontada

Desculpem.
Hoje a terapia me desmontou.
Eu fiquei pensando que ia deixar a Fabiana tonta. Tolinha. A gente paga a terapeuta pra elas ficarem com a cabeça no lugar, claro. A gente é que pensa, repensa e fica tontas cada vez que pensa mais em tudo.

Preciso de um tempinho de reclusão
Porque amanhã tem mais terapia.

postado por: Mari 4:10 PM


Segunda-feira, Março 08, 2004

Honra

Eu não tenho noivo e não sei quando vou casar.
Mas a minha dama de honra vai ser a Whatever, a gata da Raq.
A idéia foi da mãe coruja. Mas hoje, depois que a conheci, aprovei sem restrições.
Ela é branquinha e tem os olhos clarinhos e é linda.
Só vou querer umas flores na cabecinha dela e pronto.
Candidatos a noivos, por favor, gostem de gatos.

***

Ah. Eu tinha escolhido os nomes dos meus dois filhos. Gabriel e Sara. Como a Raq pediu pra ser madrinha do Pedro, tá decidido: vou ter três filhos, e o caçula vai se chamar Pedro. E vai ser afilhado da Raq.

(e eu nem bebi)

postado por: Mari 8:34 PM


A melhor música
Numa retomada da fase Cazuza em grande estilo

Na verdade a música do Cazuza que mais me ensinou foi Codinome Beija-flor. Um dia, rabiscando a letra no caderno durante uma aula mala do último ou do penúltimo ano da faculdade, me dei conta de que ela dá conta de uma filosofia de vida que a gente acaba não seguindo e sofre por isso. E desde esse dia resolvi seguir.

Pra que mentir, fingir que perdooou
tentar ficar amigos sem rancor?
A emoção acabou
Que coincidência, é o amor
a nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
pra destilar terceiras intenções?
Desperdiçando meu mel
devagarzinho, flor em flor
entre os meus inimigos, beija-flor


As pessoas nos magoam, e mesmo assim cismamos que temos de ser educados com elas. Pra que?
A verdade é que não, nós não precisamos ser bacanas com essa gente. E eles podem ser gente bacana. Eles podem ser amigos de gente bacana. Mas se com a gente não foram legais, por que a gente tem de fingir que perdoou?
Legal seria perdoar. Mas se a gente não dá conta (e às vezes não dá mesmo), pra que gastar nosso mel com eles?
Melhor gastar com os amigos, com gente que gosta da gente.

postado por: Mari 6:56 PM


Carente de amigos

Tô com saudade dos meus amigos. Na última semana meu mundinho ficou restrito ao prédio amarelo. E isso vai se estender até sábado, aparentemente. Porque no finde foi meu plantão e eu repeti a programação comum na semana: trabalho-casa-trabalho-casa.

E isso me deixa carente de amigos.
Me deixa com saudade do sábado passado, que foi maravilhoso porque eu passei o dia todo com a Ju, o Thi e a Alê (and I really mean it - just in case). Mas desde então fiquei numa carência de amigos. Desses amigos, da , da Nani, da Rose. E não quero passar a semana sem eles - embora haja uma programação pro sábado bastante interessante. Quero abraços de amigos - é, porque são esses que eu tenho, e não aqueles aos quais a Lu e a Raq recorrem cotidianamente. Mas, bem, abraços de amigos valem muito.

***

Lembro do aniversário da Alê. Um domingo. Saí do plantão e fui pra lá. E já era meio tarde, e eu já estava cansada. E quando cheguei, o Thi me deu um abraço e me disse umas palavras reconfortantes. E isso salvou meu dia difícil. Aliás, aquele finde difícil.

***

Meninas Lu, Raq e Chadia, são vocês que salvam meu dia a dia no inferninho.

postado por: Mari 6:35 PM


Domingo, Março 07, 2004

O homem da minha vida

Já que lancei a polêmica, vou até o fim com ela. E não tentem me contrariar, porque se eu acredito nisso, acredito mesmo.

Sim, o Cazuza deveria ser o homem da minha vida. Apesar de o nome dele ser Agenor. E apesar de que se ele estivesse vivo teria idade para ser meu pai. Mas não apesar de ele ser gay, porque ele não era gay. Ele era bissexual, o que faz toda a diferença.

Acontece que ele era lindo. E era sensível. Presta atenção:
E até o tempo passa arrastado
só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo


Esse foi o exemplo que me veio à cabeça agora, enquanto escuto a trilha sonora de Lost in Translation. Mas, claro, tem outros.

Será que eles não entendem
Que quem ama nesta vida
Às vezes ama sem querer
Que a dor no fundo esconde
Uma pontinha de prazer


E na verdade se ele cantasse um trechinho desses no meu ouvido toda noite antes de eu dormir eu seria mais feliz. Era só isso que eu queria dele. Canções lindas ao pé do ouvido com a vozinha deliciosa dele.

***

Mas como ele morreu, eu continuo a minha busca pelo homem da minha vida.

postado por: Mari 6:01 PM


Horóscopo
fazia tempo que ele não aparecia por aqui

Não se cobre tanto nesta semana. Deixe os acontecimentos fluírem com naturalidade e aguarde os resultados profissionais que só surgirão na quinta e na sexta. Aproveite o início da semana para curtir amigos, ampliar a participação social e elaborar melhor suas idéias. Se estiver em busca de um novo amor, poderá rolar uma paixão repentinamente. Com Vênus e Marte transitando por sua área do prazer, poderão acontecer muitas surpresas agradáveis, num clima de bom-humor e sedução. Quebre o ar de seriedade e brinque mais. No domingo, com a entrada da Lua em seu signo, formando aspecto positivo com Vênus, achará tudo mais divertido e se sentirá com mais segurança.

postado por: Mari 3:48 PM


Sábado, Março 06, 2004

Destino

Julho de 1999. Casamento do meu primo mais velho (o único que casou, e que aliás já separou). Na festa, um moço lindo. Tipo o moço mais lindo do mundo (foi minha opinião na época). Com um bebê. Sobrinha dele. Encantadores os cuidados dele com a Isabelle.
Descobri. A mãe dele é a melhor amiga da mãe do noivo. ¿Ai, que moça linda! Combina com o Daniel... tenho taaaaaaaantas fotos em casa de vocês dois brincando, no sítio, no quintal, na piscina... lembra?¿
Não, claro que não.
Poucas palavras trocadas. Sem tempo para uma despedida adequada.

No dia seguinte, toca o telefone. Minha prima, irmã do noivo. ¿O Daniel ficou vidrado em você. Dei seu telefone para ele te ligar¿.

A história do telefone, de uns posts abaixo.
Do telefone que não tocou.

Corta

Quatro meses depois. Minha tia: ¿Sinto te dizer, mas o Daniel está namorando¿
Obrigada pela informação

Corta

Um ano depois.
Eu, namorando e quieta.
Encontro a mesma prima.
¿Daniel terminou com a namorada. Me perguntou de você. Eu disse que você está namorando. O que ele pensa, que você ia ficar esperando por ele por um ano?¿
Não, não ia.

Corta

Nesse ínterim, alguns encontros com a Tânia, a mãe do Daniel. Um doce. Mas só com ela. Que por muitas dessas vezes fez questão de recordar a festra do casamento.
E daí?

Corta

Ontem
Festa surpresa prá minha tia, meu primo voltando pro Brasil.
Eu, entrando na casa da minha avó, encontro meu pai.
¿Seu passaporte está em dia? Vá para a Alemanha¿.
Eu, com cara de interrogação.
Tânia: ¿O Dani está solteiro!¿
Eu, com cara de interrogação.
Mas na Alemanha? Sim, na Alemanha.
¿Bom, tão longe complica. Cadê o Cacá?¿
Mas não ficou por isso. Tânia voltou ao assunto.
¿O Dani está solteiro. Está na Alemanha. Mas quando esteve aqui no Natal, perguntou por você¿

Como assim, perguntou por mim? Faz cinco anos! Eu já namorei e já encontrei potenciais homens da minha vida nesse tempo todo. E ele?

Tem algum significado, algo do destino do qual eu não posso fugir?

***

Pensei já em mil adjetivos pra dar pra mim. Mas ¿inesquecível¿ não foi um deles.

postado por: Mari 3:34 PM


Sexta-feira, Março 05, 2004

A alegria e a tristeza

É incrível o mercado da alegria e da felicidade no mundo atual.
Eu, por exemplo.
Estou gripada. Podre. Acordei algumas vezes no meio da noite meio mal.

Aí passei na farmácia pra comprar lenços de papel.
E não há mais embalagens de lenço de papel monocromáticas. Todas elas são ilustradas, agora. Com desenhos felizes. Pra você olhar a embalagem e pensar algo como "puxa, que legal que estou gripada, agora eu posso carregar essas embalagens fofas de lenço de papel"

A felicidade está à venda até na farmácia

postado por: Mari 3:17 PM


Te Ver
Skank

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível

Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

É como mergulhar num rio e não se molhar
É como não morrer de frio no gelo polar
É ter o estômago vazio e não almoçar
É ver o céu se abrir no estio e não me animar

É como esperar o prato e não salivar
Sentir apertar o sapato e não descalçar
É ver alguém feliz de fato sem alguém pra amar
É como procurar no mato estrela do mar

É como não sentir calor em Cuiabá
Ou como no Arpoador não ver o mar
É como não morrer de raiva com a política
Ignorar que a tarde vai vadia e mítica

É como ver televisão e não dormir
Ver um bichano pelo chão e não sorrir
É como não provar o néctar de um lindo amor
Depois que o coração detecta a mais fina flor

postado por: Mari 3:09 PM


Quinta-feira, Março 04, 2004

Antes que eu me esqueça

Eu odeio o cito.
Ele é um nojento horroroso podre filho-da-puta desmerecedor de qualquer um dos sentimentos que tive por ele "não vale uma fisgada dessa dor" canalha cachorro imbecil sem caráter falso

E não me ocorrem mais palavras pra dizer sobre ele
"não cabe como rima de um poema de tão pequeno"

Palhaça é a mãe. Eu nunca tive vocação pra isso.

postado por: Mari 8:08 PM


Dicas
(hehehe)

Se você é do mundinho, cuidado.
Cedo ou tarde tudo o que você fizer vai se tornar público.

Se você quiser que seja segredo e fizer de tudo para que assim seja, talvez consiga manter a notícia intocada por, hum, uns dois meses.

Mas se não fizer a menor questão de esconder, saiba: em dois dias a notícia chegará em Buenos Aires.

(nenhuma queixa. Só uma constatação)

postado por: Mari 5:05 PM


Fora do eixo

Ontem perdi a terapia
hoje perdi a consulta no médico

estou ficando gripada

trabalho no fim de semana

é, em definitivo, uma semana estranha

postado por: Mari 3:19 PM


Quarta-feira, Março 03, 2004

Me achando pop

Ultimamente tenho achado que meu blog é muito legal.
Primeiro porque de uns tempos pra cá praticamente todos os posts têm comentários, e as pessoas só comentam posts legais.
Depois porque várias pessoas que nem são muito do mundo dos blogs têm visitado o meu, tipo o Mancha e a Cris, minha irmã, que eu acabo de descobrir que é assídua do espaço.
Aí eu tô me achando realmente um sucesso.
É um pouco a teoria do rapaz. A gente escreve um blog querendo ter público, embora seja uma coisa íntima, privada.
No fim, a gente aprende a administrar isso. Aprende a escrever como deve. E conquista um monte de leitores legais!
Viram, leitores? É um elogio a vocês! Vocês são ótimos!

postado por: Mari 11:20 PM


Quando eu penso em mudar de profissão - parte 2

Recebi um release com a programação dos cursos livres de gastronomia do Senac.
Cozinha brasileira
Cozinha mediterrânea
Cozinha tailandesa
Culinária japonesa
Confeitaria
Pães de Mel e Muffins
Garde Manger: Preparo de Saladas e Molhos Frios
Bolos e tortas
Massas e molhos
Preparo de risotos (isso eu domino, hehehe)

E muito, muito mais.
Todos que eu quero fazer. Ou quase todos. Enfim, esse e-mail me faz pensar que eu quero cozinhar. Quero fazer disso uma profissão.
Porque eu sou feliz quando cozinho pros meus amigos. E mesmo prá minha família, cardápio caseiro de segunda a sexta.
Adoro um fogão.

300 paus um curso desses. Vale a pena?

postado por: Mari 6:13 PM


it's been a bad day, please don't take a picture

Hoje sim é um mau dia.
Ontem de noite comecei a tossir, vai saber por que. E mal dormi.
E perdi a terapia, que é das piores coisas que podia me acontecer.
E continuo tossindo e com sono e sem fome nenhuma.
E sem terapia.
E com aquela garganta dolorida e com gosto ruim de tanto tossir, sabem? Terror.
E aquele sono, meio efeito jet lag, sei lá.
Quero que o dia acabe logo - mas só começou

Depois que a minha cabeça pediu pra eu mudar de emprego e depois que eu, com ajuda da terapia, consegui ajudar a minha cabeça a não ficar tão fixada assim, agora é meu corpo que diz "saia do inferno amarelo"

postado por: Mari 1:34 PM


Terça-feira, Março 02, 2004

Por que que a gente é assim?
(Estou dando esse título porque estou em dívida com o Cazuza, que deveria ser o homem da minha vida se não tivesse morrido)

São sempre eles que ligam no dia seguinte. É uma espécie de regra social. São eles que pegam os nossos telefones e prometem ligar, e a gente nunca sabe se eles realmente vão ligar. E a espera é angustiante.
Mas pode acontecer o contrário. É de vanguarda, praticamente, mas às vezes acontece. Nós pegamos o telefone e nós temos de ligar no dia seguinte (ou no outro, ou quando a gente decidir). E o lado bom é: está, finalmente, sob nosso controle quando os dois vão conversar de novo.
Não sei eles, mas nós ficamos nervosas. Quando esperamos e quando ligamos também.
E quando a gente toma coragem, desgraçadamente aparece a caixa postal.
E nos condena a duas agonias femininas. A de criar coragem de ligar e a de esperar o retorno.

postado por: Mari 9:08 PM


Quando eu penso em mudar de profissão

Vocês sabem que eu tenho um primo que eu amo muito.
E ele mudou prá Europa há um ano e meio.

Aí hoje tive um diálogo mais ou menos assim com minha prima, irmão dele:

Ela: Sexta tem festa surpresa prá minha mãe. Dupla surpresa, porque o Cacá vai chegar e ela não sabe. A partir de umas 20h!
Eu: Puxa... é que na sexta eu saio tarde, não sei se vuo conseguir ir...
Ela: Ah, mas qualquer coisa no sábado vai ter um churrasco na casa do Fabio!
Eu: Hum, é que sábado é meu plantão...
Ela: Bom, ele fica no Brasil até dia 28. Quem sabe até lá.

postado por: Mari 1:49 PM


Books

Estou acabando Rumo ao Farol. Difícil, mas uma boa estréia em Vigrinia Woolf, com certeza.

Continuo relendo O amor nos tempos do cólera, o meu livro. (Ele diz: os sintomas do amor são iguais aos do cólera. Já notaram que é uma das maiores verdades já ditas?)

E ontem a Raq me emprestou Budapeste, imperdível com certeza. (É verdade que o Pinda-Guilherme-namorado-dela arrancou o livro da minha mão três vezes, e exatamente por isso eu vou ler e devolver rapidim).

Alguém aí me paga pra ler? Tipo, eu fico lendo o dia inteiro e ganho um salário, pode ser?

postado por: Mari 12:08 PM


Pergunta do dia

O que eu vou dizer na terapia amanhã?
Não. Não falta assunto. Sobra assunto. Por onde vou começar, pra não deixar a Fabiana tonta?

Ou vou deixar a Fabiana tonta de qualquer jeito?
Acho que vou, porque pela primeira vez em seis meses eu não vou sentar no sofá e dizer "minha semana no trabalho foi assim".
Porque nessas duas semanas desde a última sessão o trabalho continuou uma merda (isso deixou de ser um blog de família faz tempo e agora aceita palavrões), mas eu mudei meu foco, o foco dos meus pensamentos, que se recusam a simplesmente reclamar disso.
Só posso agradecer às conversas com a Raq, que me ajudaram a repensar sentimentos - o que eu precisava fazer há anos.

Mas retorna a pergunta. Eu vou sentar no sofá e vou dizer o que exatamente? "Encontrei uma terapeuta alternativa", hehehe

postado por: Mari 12:05 PM


Um pouco rata

Hoje mudou a minha série na academia. E a Mel não teve dó.
Mas valeu cansar pra chegar em casa e tomar banho - muitobom sentir a água caindo no corpo

E, bem, os gatinhos que freqüentam a academia na mesma hora que eu já me consideram da turma. Quer dizer, no mínimo, que sou uma marombeira respeitável.

postado por: Mari 11:59 AM


Segunda-feira, Março 01, 2004

Sensacional

Recebi da Carol, e achei por bem compartilhar nesse espaço

Já dizia Machado de Assis:
"As Melhores Mulheres Pertencem Aos Homens Mais Atrevidos "

Maçãs
Beth Figueredo

Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados...
Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

Compartilhe isto com outras maçãs boas - mesmo as que já foram colhidas.

postado por: Mari 7:09 PM


Vou parar de beber
sério

postado por: Mari 2:19 PM




Eu visito

Divagacoes Visuais

Mulherzinha

Desgraceira

Singer in the reign

Moda pra ler

Du!!

Admirável Surto Novo

desmemória

Niente

Provisório-Permanente

Obnubiladas

Borderline

Boteco Pop

Podia ser mentira
arquivo