Divagações Espontâneas

Normal enough to know that you're weird... But too damn weird to do anything about it!



Quarta-feira, Junho 30, 2004

Cada uma...

Minha terapeuta me deu um livro pra ler até a semana que vem. Infantil, da Silvia Ortof. Chama Uxa, ora fada, ora bruxa.
O que será que quer dizer?

postado por: Mari 3:03 PM


Terça-feira, Junho 29, 2004

Papo cabelo

* Na esperança de minimizar minhas olheiras estou usando, duas vezes ao dia, um creminho no contorno dos olhos, hidratante à base de Dmae - a nova coqueluche da medicina estética, até onde eu sei. Minha mãe acha que tá dando resultado.

* Eu e a Déia descobrimos ontem, com muita tristeza: nosso metabolismo não é mais o mesmo que era quando tínhamos 15 anos...

* Decidi parar sobre o leite derramado. Vou comprar uma nova jaqueta jeans. A que ficou no Filial é passado, não adianta eu sentir saudade dela e tal. Paguei baratinho nela, vou pensar assim.

* Homens, não leiam esse tópico. Sim, me rendi. Estou decidida a comprar um creme redutor de celulite. Caro e tudo.

* Ah, o cabelo. Sim, ele precisa ver uma tesoura. O que me falta é tempo de dar um pulo lá na Márcia pra resolver esse assunto...

postado por: Mari 10:50 AM


Segunda-feira, Junho 28, 2004

Questão de auto-estima
(esse post promete ser longo, porque estou pensando nele há dias)

Alguma coisa está diferente comigo. Minha auto-estima melhorou - estou resistente a relatar aqui o fato que me fez elaborar essa questão. Mas o fato é que eu estou começando a acreditar mais em mim. Talvez o certo seja dizer "acreditar em mim", sem o mais.

Cansei da cena da coitada (já escrevi isso aqui? Me deu essa sensação, de repente). Aquela cena na qual eu era mestra - e segundo alguns era meu charme. Desencanei de achar que o mundo vive contra mim, de achar que eu faço parte da escória, do que de pior a Humanidade já produziu e por isso as pessoas têm de ter pena de mim - como se eu fosse café-com-leite.

Eu não sou café-com-leite. Eu acho que sou é um milk shake de chocolate, daqueles bem saborosos e caprichados (quem sabe até de ovomaltine). Nada mais de pensar que as pessoas me agradam por educação.
E, sobretudo, nada mais de aceitar pessoas (moços?) que me empurram com a barriga. Porque se me empurram é porque eu deixo, finalmente concluí. Agora eu não aceito mais pessoas que não me levam a sério. Perto de mim, de preferência só pessoas que sabem o que querem ou no mínimo estão nessa busca.

Antes eu não me achava no direito de selecionar - imagine, eu, tão boba, tão pouco, selecionar, tenho é de ficar feliz por ter sido selecionada, mesmo que por caridade. Qualé? Mudei. Seleciono, sim senhor. Quero, desejo, escolho, tiro da minha vida quem não me serve de nada. E vou atrás de quem eu acho que me serve. Protagonizo, cansei de ser coadjuvante da minha própria vida. Pelo menos nela eu sou muito importante. Na sua eu sou? Eu quero ser, e se você me der um papel eu vou fazer de tudo para crescer até o fim da novela. Mas me faça o favor de interpretar bem o seu papel, de fazer ele ser legal na minha novela também. Porque eu não rastejo mais.

***

Devo agradecer algumas pessoas por hoje me sentir assim, mais forte e mais segura.
A responsabilidade por isso começa aqui em mim, que decidi, de repente, ser mais eu.
Em seguida concedo os louros à Fabiana, a terapeuta. Sem ela eu não conseguiria. Não tão rápido. Nesses nove meses eu mudei muito - sobretudo nos últimos 3 ou 4.
Também foram essenciais as conversas reflexivas no café com a Nani (sem blog!), comparando experiências terapêuticas.
E as verdades meio difíceis ditas pela Rose.
E as verdades mais suaves, mas não menos importantes repetidas pelo Ju.
E os questionamentos às vezes indigestos, às vezes de difícil digestão, mas sempre carinhosos do André.
E os choques de realidade (poucos, mas de grande importância) do Thi.
E ao carinho das amigas. Alê, Pá, Ju, Glê, Tê, Andressa, Carol, Bi.

A todos esses, o meu muito obrigada. Espero que gostem mais de mim hoje do que gostavam ontem.

postado por: Mari 10:54 AM


Tá errado!

Certeza de que a Marie Claire errou e esse não é o horóscopo do meu signo pra essa semana (e olha que a Marie Claire é boa)

As comunicações no trabalho estarão tensas, a melhor atitude será a diplomacia. Mas as insatisfações com o cotidiano profissional serão compensadas por experiências de muito prazer na vida pessoal. Convites de amigos, planos para viajar e maior compreensão no relacionamento afetivo farão este período especial. Não desanime na quarta, pode rolar frustração, mas o mal estar será passageiro. Na quinta, com a entrada da Lua em seu signo, recuperará a segurança e o entusiasmo. Tudo aberto para curtir um fim-de-semana mágico e divertido. Pode rolar sedução e paixão, na sexta. Estará mais sábia e de bem com a vida, nada conseguirá abalar seu alto astral.

postado por: Mari 10:32 AM


Sexta-feira, Junho 25, 2004

Renovação

Viram que tem links novos lá embaixo?

postado por: Mari 1:22 PM


Quinta-feira, Junho 24, 2004

Não vale a pena

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena, mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
de tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal amados
Dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida

E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena


Hoje vou ouvir Maria Rita na academia

postado por: Mari 3:01 PM


Mais diálogos surreais

Ela: Vamos amanhã no Roda Viva?
Eu: Amanhã? Ai, mas a gente já tá aqui hoje, eu queria diminuir o ritmo...
Ela: Tá, então vamos no Roda Viva na quinta que vem.
Eu: Vamos. Mas aí a gente não vem no Filial na quarta que vem.
Ela: Ai, é mesmo... tá bom, então. A gente não vem.

postado por: Mari 2:57 PM


Quarta-feira, Junho 23, 2004

Orcute

É superumbigo isso que eu tô fazendo. Mas eu adorei os testemunhos que botaram pra mim no Orkut, então vou colocar eles aqui.

Hiroshi: Mariana é uma moça com jeito de menininha e cabeça de gente grande. Além de tudo, é inteligentíssima. Ou seja, uma mulher muito perigosa.

Thi: Mariana é uma menina doce que se esconde sob a capa de repórter de um grande jornal da metrópole. Esperta... mas ingênua. Dura... mas leve.

Bi: A Mari sempre me surpreende. Fomos de turmas relativamente diferentes na faculdade, mas sempre estávamos juntas em alguns momentos. Fosse nas caminhadas no Ibirapuera, fosse depois da aula, conversando sobre crises existenciais.

Com o tempo, nos formamos, e o distanciamento foi inevitável. De qualquer maneira - e é aí que a Mari me surpreende - ela continua fazendo a mesma questão da minha amizade. Não cansa de me chamar para suas baladinhas e afins, mesmo eu sendo uma idosa senhora de 24 anos (capricornianos são assim, oh well, você deve saber, né, Mari?).

Querida, você tem garra. Vai longe. Acredito MESMO nisso.

Um beijão da sempre amiga!

Cris: A Mari é uma pessoa muito fofa. Daquelas que você simpatiza assim que conhece, sabe? Foi muito divertido trabalhar um mês com ela. Estou apoiando profundamente sua campanha!!! Conte comigo

Nani: Mari tem uma coisa de que gosto muito: um vocabulário vasto. Ok, isso parece estranho, mas juro que é elogio. Ela sabe como admiro quem sabe lidar com as palabras - falando e escrevendo.
Já diria a tb amiga Evelina, Mari é a "caçulinha" da turma. Menina no jeito e na vida, que procura acertar, embora, como todo mundo, ainda sofra quando mete os pés pelas mãos. Mari-menina, não se avexe assim, no fim tudo dá certo, tá? Mas, se der errado, vc sabe: sempre poderemos tomar um chopinho no Filial. :-)

Cris irmã: Pq eu sou fã da minha irmã? Pq ela cumpre muito bem o papel de irmã mais velha: é mandona e implica pra caramba só pq eu uso todas as roupas q ela tem no armário (tirando as peças íntimas, claro). Mas além disso, eu também sou fã dela pq ela tem um coração do tamanho do mundo e mesmo quando eu abuso da boa vontade, ela acaba relevando...

Ana: Só uma coisa a dizer. É impossível não gostar da Mari!

postado por: Mari 9:41 AM


Terça-feira, Junho 22, 2004

Momentinhos

É bem feliz estar no computador, cedo, ainda meio sonolenta e de repente receber um beijo de uma pessoa querida.

postado por: Mari 10:45 AM


Musiquinhas

Adoro-as.
Hoje meu discman tinha o CD do Pedro Mariano com o Cesar Camargo Mariano - eu já disse que é lindo?
A primeira música, do Ivan Lins, é super romântica-fofa, e sempre me deixa meio manteiga derretida. Mas hoje foi a segunda, Tudo bem, do Lulu Santos, que me fez pensar.

Hoje não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
De quantos rastros de incompreensão eu já deixei


Eu acho que vivo deixando rastros de incompreensão por aí. Por algum motivo tenho uma certa dificuldade de me fazer compreender. Há 15 dias, um e-mail da Lu foi a maior prova disso que eu poderia ter: "Má, ele disse que você deu a maior dispensada nele, como assim?". Como assim foi a minha pergunta, a intenção, na época, era outra. Sabe-se lá que rastro de incompreensão eu deixei. E continuo deixando por aí, pra todo mundo, provavelmente.
E agora eu vivo o tempo todo me perguntando: será que eu me fiz entender bem? Não sei, é um empenho qu se tornou permanente, mas eu não sei se atingi. Não sei se estou conseguindo.
Ajuda aí, galera, me expliquem o que vocês andam entendendo de mim!
:-)

postado por: Mari 10:02 AM


Sacanagem

Escrevi ontem um post super bacana sobre o meu findi cansativo, mas divertido. Mas o computador surtou de tudo, desligou. E eu não postei. Achei que era um sinal pra eu ir pra casa - e pra não publicar uma ou outra coisa que estavam lá.

postado por: Mari 9:53 AM


Segunda-feira, Junho 21, 2004

A felicidade é amar o cotidiano
("é, ela endoidou de vez")

Pensei isso ontem, na plataforma do metrô, enquanto voltava pra casa de um plantão cansativo, mas divertido. Eu estava lendo, com um dia de atraso, uma matéria sobre os 60 anos do Chico. E, numa retranca ótima que se propunha a desvendar por que as mulheres adoram o rapaz, uma disse que é porque ele faz poesia das coisas mais simples, com Todo dia ela faz tudo sempre igual.

E eu pensei exatamente isso: a felicidade é amar o cotidiano. Pensei em como a gente não depende das férias, da viagem dos sonhos, do parceiro ideal ou de ganhar na loteria pra ser feliz. O mundo seria um lugar injusto por demais se fosse assim, se a gente não pudesse ser feliz no dia-a-dia.

O que a gente tem todo dia é o que a gente tem e pronto. É a mulher que sacode às 6 da manhã, o beijo de café, ou de hortelã. O despertador às 7h30, o ônibus que demora, as brigas com a foto, a comida ruim do bandeijão. Mas também é o caderno, que vai bem, são os cafés no meio da tarde e os chopes no meio da semana, o fim de noite na frente da tevê embalado a conversas com a família, as brincadeiras no meio do expediente, os fins de semana de folga, os amigos.

Quem sabe amar tudo isso é feliz, tenho certeza.

postado por: Mari 10:47 AM


Sábado, Junho 19, 2004

Cada uma...

Só porque é o repórter mais charmoso da televisão brasileira o Mauro Naves se acha no direito de interromper a caminhada da primeira-dama, dona Lu, no parque Villa Lobos?
Ora essa!

postado por: Mari 3:39 PM


Sexta-feira, Junho 18, 2004

Amigos, amigos

Cada amigo tem um jeito de dizer o quanto gosta da gente.
O da Carol é esse: "Continuo considerando vc minha melhor amiga de SP, lembra, sua bêbada?"

postado por: Mari 11:58 AM


Danadinha...

É a Fabiana. Minha terapeuta.
Ela não me deixa me enganar, impressionante. É assim: tudo o que eu passo tempos tentando esconder de mim mesma, usando de todas as artimanhas que minha criatividade é capaz de bolar, ela vai lá e escancara. Tira a poeira debaixo do tapete e esfrega na minha cara: "Ó, é assim, sua bobinha".
Claro que não assim, desse jeito. A Fabi é uma pessoa doce. Nem palavrão ela fala - na sessão, de resto eu não sei, claro. Ela é um amor e um poço de sutileza.
E com toda essa sutileza ela me faz ver um monte de coisas que eu já vi, mas finjo que não.

E diz, agora sim, com todas as letras: vai dar a cara pra bater um pouquinho!

postado por: Mari 9:53 AM


Quinta-feira, Junho 17, 2004

Essa é pra você, Gustavo

Vê se dá pra ler esse post sem cantar. Eu acho que não, como o anterior!

Eu queria ter uma bomba

Solidão a dois de dia
Faz calor depois faz frio
Você diz 'já foi', eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicício
Mas no fundo eu nem ligo

Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralizante qualquer
Pra poder me livrar do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas, perfeitas

Solidão a dois de dia
Faz calor depois faz frio
Você diz 'já foi', eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo

Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê, não crê


Aliás, foi lindo ouvir O mundo é um moinho enquanto eu me arrumava hoje pra vir trabalhar.

postado por: Mari 10:36 AM


Lição

Da próxima vez que eu me propuser voltar cedo pra casa eu vou voltarcedo pra casa. Principalmente se for do mundo-ovo-Filial.

Eu não gosto do acaso.
Acho ele um chato que não me ajuda em nada.

postado por: Mari 9:09 AM


Quarta-feira, Junho 16, 2004

Bad, bad day

Pior que um dia ruim
é perder a terapia no fim do dia ruim

e pior ainda é o dia seguinte também ser ruim

postado por: Mari 1:01 PM


Terça-feira, Junho 15, 2004

Emoçãozinha

Hoje pela primeira vez eu bati cartão de ponto

postado por: Mari 10:55 AM


Segunda-feira, Junho 14, 2004

Todo amor que houver nessa vida

Ao contrário da minha expectativa, eu adorei Cazuza - O tempo não pára.
O roteiro é muito melhor do que o livro da Lucinha.
Ele não se dedica a contar uma história, mas a construir um personagem. Tanto que faltam fatos relevantes - imagine falar de Cazuza sem citar Ney Matogrosso.
Apesar disso, o filme conseguiu ser bem intenso. Com emoção.
Eu devo ter sido a pessoa mais estranha da sala de cinema.
Vibrei a cada música. Em algumas, cheguei a me contrair, pôr a mão no coração. Melhor que isso, só o Cazuza cantando no meu ouvido pra eu dormir.
O Daniel de Oliveira dava até arrepios de tão igual. Em duas cenas, em especial. No show em que ele canta O tempo não pára - trejeitos idênticos - e na cena final. Tipo "o novo homem da minha vida" - não aceito voltar a discutir esse tema.
Se eu chorei?
Ininterruptamente, desde a cena em que ele descobre que tem Aids, até o fim, e cada vez mais. Muito na cena final, aos soluços quando aparecem cenas, mesmo toscas, do Cazuza ele mesmo.

Lindo.
Veja.

Eu vou rever.

postado por: Mari 5:05 PM


Muita coisa

Tive muita coisa nesse feriado.
Tive de trabalhar, mas também consegui descansar. Cozinhei (estava com saudades!), fui ao cinema (mais saudades ainda), dediquei um bom tempo ao CD player e a músicas que não ouvia fazia tempo, terminei de ler Doze contos peregrinos (imperdível, sério).
Até ganhei presente de dia dos namorados - meu pai é mesmo um herói, hehehe

Vou escrever mais tarde sobre Cazuza. Esse post merece dedicação e concentração.

postado por: Mari 11:38 AM


O que é? Por que tá todo mundo matando seus blogs?

postado por: Mari 11:33 AM


Sexta-feira, Junho 11, 2004

De todas as músicas que dóem no mundo, essa é a que me dói mais

Codinome Beija-flor

Pra que mentir, fingir que perdoou
tentar ficar amigos sem rancor?
A emoção acabou
Que coincidência, é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi o seu nome por amor
E um codinome beija-flor

Não responda nunca, meu amor
A qualquer um na rua beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

postado por: Mari 3:37 PM


Absolutamente nenhum comentário sobre trabalhar no dia de folga
ou melhor dizendo, sobre esperar retorno no dia de folga

postado por: Mari 3:20 PM


Quarta-feira, Junho 09, 2004

Sim, eu testei a Crush List do Orkut

É um pouco de falta do que fazer, eu sei.
Mas eu estava curiosa pra saber o que acontecia, então pedi pra um amigo (só um amigo muito amigo mesmo pra fazer isso) pra me incluir na crush list dele. Incluí ele na minha e recebi o seguinte e-mail:

"Hi Mariana,

You and Fulano each have a crush on each other!

Take a deep breath and ponder this...

orkut has unmasked a shared affection
And shown twinned wounds from Cupid's darts
But while we aid in love's detection,
Its future path lies twixt your hearts.

Contact your crush by visiting orkut."

Ã-hã.
E com que cara eu fico se eu recebo um e-mail desses de verdade? Assim, sem ser o teste?

Como diz a Bi, "Vê se pára de ver graça nessa crush list e
passa pro real que é beeeem mais gostoso!"

postado por: Mari 9:33 AM


Pink

"É com essa moça que você deve namorar, e não com aquelas gregas com quem você anda"

Ah, sim. Eu fiquei rosa-vermelha-roxa como nunca fiquei na vida.

postado por: Mari 9:28 AM


Terça-feira, Junho 08, 2004

Esse release deveria ser proibido
e nem fui eu que recebi

Uma mãozinha do santo

O espaço do bem-estar Kan Tui, no Brooklin Novo, dá uma forcinha na vida afetiva daqueles que ainda não foram flechados pelo cupido. Para o Dia dos Namorados, o espaço oferece um banho ofurô especial, batizado de Banho Casamenteiro. Composto por flores brancas, sais com óleo essencial de lírio - flor de Santo Antônio, aromas e chás especiais, o banho pode ser a chance de fisgar um novo amor.
Os interessados em estreitar relações com o santo do amor, além de ganhar um banho relaxante, levam para casa três simpatias. Uma para arrumar namorado, outra para encontrar sua alma-gêmea e outra para receber um pedido de casamento. Durante a sessão, mais do que respirar profundamente, o cliente deve pensar na pessoa amada, ou em como gostaria que ela fosse se acaso a encontrasse. E no final ele ainda leva uma medalhinha do santo para firmar a parceria entre o céu e a terra.

postado por: Mari 3:18 PM


Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

postado por: Mari 9:09 AM


Obrigada

A todos os que se manifestaram querendo me ajudar.
Acho que passa, sim. Mas o blog é o melhor lugar pra desabafar

postado por: Mari 9:08 AM


Segunda-feira, Junho 07, 2004

Em surto

Meu fim de semana não foi como eu esperava.
Quer dizer, ele até começou como eu esperava. O spabado foi bacana. Fiz as comprinhas, fui na despedida da Bia.

Mas eu não perdia por esperar o domingão.
Foi assim uma explosão lá em casa. Tipo todo mundo brigando com todo mundo por causa dos rancores acumulados nos últimos 20 anos aproximadamente.
Tipo como se por todo esse tempo fossem cinco pessoas sentadas num barril de pólvora e um dia, eu (sim, euzinha) não agüentei mais e acendi um fósforo.
Choros, gritos, palavras ácidas, telefonemas rancorosos, dores de estômago e um dia completamente estragado.
Um dia na melhor das hipóteses. Na verdade já estou no segundo dia estragado pela péssima perspectiva de voltar pra casa e encontrar tudo em clima de guerra civil.

***

E evidentemente tudo isso estragou a minha noite, que tinha uma perspectiva tão legal de pizza no forno do Ju-namorado-da-Ju.
Eu já estava estragada e tive um segundo surto de achar uma merda ser a única solteira no meio de um monte de casais. Uma vontade louca de dizer "valeu, galera, mas eu vou pra casa", mas uma impossibilidade física de fazer isso, uma vez que eu estava na Granja Viana. Uma vontade louca de me esconder como quem diz "isso não é lugar pra mim", e acho que não era mesmo.

Não, isso não representa um surto "preciso de um namorado", porque eu realmente não pacho que preciso. Colmo eu dizia prá Rose dia desses, eu sou feliz solteira. Eu faço o que eu quero, eu vou onde quero, eu sou amiga de quem quero, eu gasto meu dinheiro como quero e pronto. Sem precisar fazer tudo isso pensando no que alguém pode pensar. Sem achar que alguém pode se sentir rejeitado porque sábado eu fui na Bia, porque sábado eu gastei uma fortuna com roupas pra mim e presentes pro meu irmão. Sem que eu tenha de explicar que um amigo é só um amigo. Sem ter problemas políticos pra ver O tempo não pára ou qualquer outro filme que eu tenha vontade. Eu gosto de ser livre - ou eu não gostava de ser presa, sei lá.

Mas eu também não sirvo mais pra ser assim a amiguinha dos casais.

***

Já que estou em surto mesmo, eu tô de saco cheio de tanto pitaco na minha vida - eu pago terapia pra isso, no resto do tempo eu abro mão disso.
Eu tô de saco cheio de não ter tempo pra pessoas adoráveis.
Eu tô de saco cheio de ter de pensar que eu tenho de tomar decisões porque aparentemente o mundo em volta acha que eu tenho de tomar decisões.

Eu tô de saco cheio.

***

A menina feliz que viveu nesse corpo desde que eu saí do prédio amarelo está de férias.

postado por: Mari 10:17 AM


Sexta-feira, Junho 04, 2004

Perspectivas

E logo mais rumarei para o fim de semana.
Uma folga merecida. Necessária.
Sim, farei compras.
Sim, dormirei muito (ai, tô precisando, duas noites mal dormidas).
Sim, terei programas família - saudadinha deles!
Ai, sim, me despedirei dessa pessoa maravilhosa que já me mata de saudade agora, imaginem depois...
E, sim, vou comer pizza do forno do Ju-namorado-da-Ju, numa reunião petit comite (adoro esssas frescuras).

E espero voltar na segunda renovada pra encarar a semana "três dias para fazer uma capa".

postado por: Mari 7:15 PM


O inesperado mundo de Orkut

Tá todo mundo nesse tal de Orkut, mas pelo que eu entendi, ninguém entendeu muito bem por que.
Aparentemente um dos motivos é conhecer pessoas - hum, mas eu sou avessa a esse lance de conhecer pessoas pela internet. Em todo esse tempo usando diversos recursos da rede mundial de computadores (comunicadores, blog, listas de discussão, etc) eu só cheguei a conhecer uma pessoa pela tela.

Sou contra incluir na minha lista de amigos pessoas que eu não conheço no mundo real. Mas semana passada eu incluí um amigo de um amigo - vai que o cara é bacana. E-mail, ICQ. E agora há pouco ele foi longe: me deu o telefone!
Mas, não, não sei muito fazer essa passagem da tela pro mundo real.

postado por: Mari 7:08 PM


(In)Decisão

Quando, na mesa do boteco, todo mundo (vários amigos do JT, todos bacanas, porém com quem eu não tenho lá muita intimidade) começa a dar pitaco na minha vida, eu decido: preciso parar de beber.

Decisão essa que eu tomei muitas vezes, mas nunca levei a cabo.

postado por: Mari 10:25 AM


Quinta-feira, Junho 03, 2004

Um show intimista, de um cantor oblíquo, com um cenário conceitual

Eu e a Rose não recusamos nada que nos ofereçam, vocês sabem.
Ontem a oferta foi de ir ver o novo show do Caetano, no Tom Brasil Nações Unidas.

Não que eu não goste. Não amo. Mas gosto de muita coisa. Mas, eita, ontem foi de matar de chato. Um monte de gente saiu no meio. Um monte de gente estava entediada. Eu e a Rose queríamos que acabasse o quanto antes. Ficamos até o fim só pra não perdermos a possibilidade de ganharmos um brinde no final - que não veio.

Valeu pela tortinha de damasco (pêssego?) que comemos no final.

Ah, e por Love me tender, que ficou bonita.

postado por: Mari 10:10 AM


Da série Diálogos surreais

Eu e a Alê, combinando de ver O tempo não pára.

Ela: Eu posso comprar o ingresso antecipado pra garantir,
Eu: Legal. Se vamos estar aqui no feriado, podemos ir quando você preferir. Que dia você acha melhor?
Ela: Na sexta... porque no sábado é dia dos namorados...
Eu: Ah... é mesmo...

postado por: Mari 10:06 AM


Quarta-feira, Junho 02, 2004

Iupi!*

Agora sim!
Fui contratada!
Faço parte do mercado formal de trabalho pela primeiríssima vez!
Mas o chope, só amanhã. Competir com Brasil x Argentina é demais, né?

(tô aproveitando pra comemorar tudo nessa nova fase. Não sei quando vou ter, de novo, tantos motivos pra beber!)

* em homenagem à Caroletas

postado por: Mari 2:26 PM


Caraaaaaaaca
Dito num tom bem Jaqueline Joy, mesmo

Adoro passar o feriado em São Paulo.
Sexta, dia 11, estréia Cazuza - O tempo não pára, o Só as mães são felizes no cinema.
E eu vou ver na sexta mesmo. No primeiro horário possível.

Descobri isso ontem, enquanto estava suando na esteira (depois escrevo sobre o efeito endorfina em mim nos últimos dias) e ouvindo Maria Rita - sempre ela. (ah, segunda eu fiquei ouvindo Los Hermanos, merece outro post também).

Vi a propaganda do filme e pensei: amanhã [hoje] vou fazer esteira ouvindo Cazuza. E não resisti. Decidi hoje mesmo vir com o discman e os CDs do Cazuza. Os dois, o Millenium que a Ju-melhor-amiga-do-mundo me deu, e um que eu mesma gravei com todas as músicas maravilhosas que eu consegui baixar - inclusive O mundo é um moinho, aquela que gerou polêmica entre mim e a Nani, porque é do Cartola, mas é mais conhecida na voz do Cazuza e a gente levou um tempão pra descobrir.
ok, fluxo de pensamento intenso.

Aí eu lembrei que eu comecei a gostar do Cazuza uma vez, no carro com a família, quando eu tinha lá meus 10 anos e começou a tocar no rádio Exagerado e meu pai disse que é a minha cara.

***

Exagerado

Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade

Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas

Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar

Por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais

Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

Que por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Gatinha de rua


***

Ah, eu sei que não vou gostar do filme. Porque achei o livro meia-boca. Porque vou achar que aquele Daniel Qualquercoisa devia ficar sendo só tuberculoso. Porque vou achar que vai ser superficial e não vai mostrar muito pessoas importantes na vida do Agenor (hehehe) e etc. Mas eu tenho a obrigação de ver.

postado por: Mari 9:49 AM


Terça-feira, Junho 01, 2004

Desejinho

Só quero uma coisa.
Que, no fim da semana, quando todas as n matérias pro caderno que eu tenho não estiverem prontas lembrem-se da quantidade de vezes, ao longo da semana, em que fui obrigada a ajudar no dia

postado por: Mari 5:34 PM


É...

Pelo visto somos só eu e a Pá que achamos que o homem mais bonito desse andar é o homem mais bonito desse andar.
O resultado da eleição "Os dez mais da redação" foi absolutamente frustrante

postado por: Mari 2:54 PM


Trecho

- E então, o que a assusta e faz com que seja má comigo? - perguntou ele. Dessa vez sua voz soava quase gentil.
- Ah, o de costume - disse eu, tentando recompor-me
- Como o quê? - insistiu ele
- Gostar das pessoas e depois perdê-las, fazer papel de tola, ser magoada, assustar as pessoas e fazer com que fujam, ser atirada demais ou muito distante... - disparei - Quer que eu continue? Poderia fazer isso durante horas

De Melancia, Marian Keyes

postado por: Mari 9:19 AM




Eu visito

Divagacoes Visuais

Mulherzinha

Desgraceira

Singer in the reign

Moda pra ler

Du!!

Admirável Surto Novo

desmemória

Niente

Provisório-Permanente

Obnubiladas

Borderline

Boteco Pop

Podia ser mentira
arquivo