Divagações Espontâneas

Normal enough to know that you're weird... But too damn weird to do anything about it!



Quinta-feira, Julho 29, 2004

A little happiness

A vida é um processo engraçado. E bom, na maioria das vezes. Ou, pelo menos, bom no final de tudo.

Há pouco cheguei em casa. Estava no Fran's, tomando um café com a Cris. Por um instante temi que passássemos horas falando de assuntos não muito agradáveis. Tipo o prédio amarelo. Claro que falamos do prédio amarelo, afinal nos conhecemos lá. Mas, por incrível que pareça, falamos de coisas boas de lá. Me lembrei dos chocolates consoladores, aqueles que surgiam, numa mesa ou na outra, dependendo do humor. Sempre num momento de necessidade aparecia lá um diamante negro. Ou um suflair era dividido entre as três mesas vizinhas - eu, ela e a Paulinha. Lembramos da discussão "a culpa é das novelas". Falamos de muito, muito mais coisas. Boas.

Lembrei que o mês que a Cris trabalhou do meu lado foi o melhor mês que eu passei naquele lugar. Mesmo na véspera de Natal. Mesmo no pior dia que eu passei lá (ok, a Cris não trabalhava do meu lado, mas apareceu do meu lado). Mesmo no pior dia dela (pelo menos o pior dia que eu presenciei). Os dias com a Cris foram melhores.

postado por: Mari 10:00 PM


Quarta-feira, Julho 28, 2004

Orkut versus vida

Eu: Acho que qualquer hora vou fazer uma seleção dos meus amigos no orkut. Tem muita gente lá, e tem uns que são muito nada a ver. Não faço questão de ter 550 amigos pra achar que eu sou pop.
Cris: Bem que podia ser fácil apagar amigos da vida como é fácil apagar do orkut...

Verdade. De certa forma é mais fácil na vida. Você deixa de ver, falar, confiar. E pronto. Não precisa ir no amigo, nas cracterísticas, etc e tal. Não precisa formalizar.
Mas a formalização do orkut tem seu lado positivo: você tira a a estrelinha, a cara, o contato e a pessoa de sua vida orkuteística.

O que não acontece de forma tão simplificada na vida.

postado por: Mari 1:23 PM


Terça-feira, Julho 27, 2004

Microsoft Mary

Enquanto era uma brincadeira do Dudu foi engraçado, divertido. Mas quando a Fabiana, a terapeuta, concordou que, como no Windows, eu só consigo abrir uma janela por vez, senão não funciona, comecei a achar a questão preocupante.

postado por: Mari 10:17 PM


Segunda-feira, Julho 26, 2004

Nostalgia

Não tem nada mais nostálgico do que abrir uma mensagem de ICQ que diz "oi, Marianinha! Tudo bem?"

***

Eu sei. Hoje estou postando descontroladamente.

postado por: Mari 9:50 PM


Fazer dieta é ruim: dá fome

postado por: Mari 4:43 PM


Às vezes bem que dá pra acreditar que o mundo vale a pena. Tipo quando chega um e-mail que diz assim:

Vc não muda, né, bonequinha: linda, inteligente, empregada e mesmo assim achando defeito na vida.

postado por: Mari 4:39 PM


Samba do Grande Amor
Chico Buarque

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador

Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira


***

Sim, ando falando em códigos. Leia se quiser, se puder...

postado por: Mari 1:37 PM


Domingo, Julho 25, 2004

Um dia eu consigo

Na boa?
Vou parar de fazer coisas que eu sei que eu não vou gostar.
Uma delas é ouvir Your love is the place where i come from, outra é ouvir Clocks.

Nada contra as músicas.
São lindas.
Até demais.

(mas esse foi um exemplo das coisas que eu faço e não devia fazer)

postado por: Mari 8:05 PM


Pra constar, também
Olhos nos olhos
Chico Buarque

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos no olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você passo bem demais
E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mais nem porquê
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você
Quando talvez precisar de mim
'Ce sabe a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

postado por: Mari 4:26 PM


Geladeira

Como disse a Rose, quem deixou a geladeira aberta? Tá frio na vida. Meus pés estão congelando demais. E o pior é que acabo comendo demais - não vou emagrecer nunca, pelo visto.

De qualquer forma, o desânimo é total. Pensei em ir ao cinema. Mas nesse exato momento o Brasil está jogando com a Argentina pela final da Copa América - talvez eu seja o único ser vivo no Brasil (no Cone Sul, quem sabe) que prefere ignorar o fato. Sem companhia e nesse frio, são nulas as chances de eu me mover até uma sala de cinema, apesar de que tem vários filmes que eu quero ver. Alguns infantis, como Cinegibi, por exemplo.

Mas tá frio. E tudo o que eu quero é ficar em casa, ouvindo uma musiquinha (tá passando um especial do Clube da Esquina na rádio exatamente agora, nada mal), com bastante roupa, um cobertor. Tomando chocolate quente, chá e afins. Me esquentando de todas as formas que eu encontrar. De preferência ignorando que amanhã tem trabalho e, sobretudo, que no findi que vem tem plantão.

postado por: Mari 4:25 PM


Pra constar
Boas Novas
Cazuza

Poetas e loucos aos poucos
Cantores do porvir
E mágicos das frases
Endiabradas sem mel
Trago boas novas
Bobagens num papel
Balões incendiados
Coisas que caem do céu
Sem mais nem porquê

Queria um dia no mundo
Poder te mostrar o meu
Talento pra loucura
Procurar longe do peito
Eu sempre fui perfeito
Pra fazer discursos longos
Fazer discursos longos
Sobre o que não fazer
Que é que eu vou fazer?

Senhoras e senhores
Trago boas novas
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva - viva!

Direi milhares de metáforas rimadas
E farei
Das tripas coração
Do medo, minha oração
Pra não sei que Deus "H"
Da hora da partida
Na hora da partida
A tiros de vamos pra vida
Então, vamos pra vida

Senhoras e senhores
Trago boas novas
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva - viva!

postado por: Mari 4:18 PM


Sexta-feira, Julho 23, 2004

Lembrei

"Sem mais nem porque" é de Boas Novas, do Cazuza
Aquela que diz Eu vi a cara da morte/ e ela estava viva

postado por: Mari 9:47 PM


Vai entender esse mundo

O mundo é um lugar estranho ("dã, jura?"). E acontecem coisas estranhas nele.
Coisas estranhas legais e coisas estranhas não tão legais.

As legais não são exatamente estranhas. Inesperadas talvez seja melhor. Tipo o tanto de pessoas do fundo do baú que estão me encontrando - ou eu estou encontrando - pelo iogurt. Teve a Renata, o Perre, o Pedro, turminha do colegial. Teve o André, o Dudu, o Théo, o Léo, até a Miruna, turminha primário. E agora tem a Thaís, o Heidi, até o Odair, turminha ginásio. Surpresinhas.

Mas enquando minha vida ganha - ou recebe de volta - pessoas bacanas, outras somem sem mais nem porque (adoro esse termo, que tem em alguma música que eu gosto e me fugiu qual é, e sempre quis escrever, viva pra mim!). Tipo, conversam no ICQ, de repente não respondem e ficam offline. Ou deixm de responder e-mails, sendo que trocavam e-mails constantes. Ou somem-somem mesmo. Sem e-mail, icq, scrapbook ou telefonema de tchau. Aliás, "tchau, até algum dia, passar bem" é coisa rara.

Enfim. Sei lá se as perdas são tão relevantes. Tenho as reconquistas, afinal.

postado por: Mari 8:40 PM


Questão existencial

Por que quando os jeans voltam do processo de lavar e passar eles estão sempre apertados?
(não vale dizer que eu tô gorda. Porque o mesmo acontece quando eu tô magra)

postado por: Mari 1:21 PM


Moleza

Não sei o que tenho. Sei que ultimamente ando numa moleza só. Não tenho vontade de fazer nada. Adio tudo no trabalho. Faço, mas sem lá toda essa vontade - diferente do meu normal, que é fazer tudo com gosto. Parece que é só a obrigação, de uns tempos pra cá, e eu não admito essa sensação. Horrorosa, por sinal. É uma sensação permanente de cumprir tabelas, em praticamente tudo.

Me parece aquela velha história de John Gray, PhD: mulheres são como ondas, e quando chega a baixa onda não há muito o que fazer a não ser esperar que ela passe.

***

Mas é melhor não excluir a culpa do frio pelo meu desânimo. Impossível ignorar as permanentes baixas temperaturas que atingem essa cidade. Com os termômetros comumente marcando os 13° há que se convir que fica difícil ter vontade de fazer muitas coisas além de se esconder debaixo do cobertor, na frente da tevê.

postado por: Mari 1:19 PM


Quinta-feira, Julho 22, 2004

Sugestão

Leiam isso, do sensacional No Mínimo.
E, geração blogueira, pense um bucadim.

postado por: Mari 2:33 PM


Aquela coisa em cima do leite

Depois de anos tomando leite Molico pela manhã eu me esqueci que um importante significado do termo "leite desnatado" é "leite sem nata". Na verdade, "nata" pra mim passou a querer dizer simplesmente "gordura", que é uma coisa que meu leite-água-suja-delicioso não tem.

Mas acontece que acabou o conteúdo da minha latinha e não havia outras na despensa, então tive de recorrer ao leite de todo mundo que mora na minha casa - leite integral. Hoje, quando tirei a caneca do microondas, eu vi. Aquela coisa gosmenta em cima do leite. Nata, o pesadelo da minha infância. Ela mesma, boiando sobre o leite-não-tão-saboroso-quanto-o-meu que eu ia tomar. Toca eu pescar a nata-gosmenta pra jogar fora. E ela se formar de novo conforme o leite esfria. E eu pescar e ela se formar e eu não querer tomar o leite por causa da nata, como acontecia quando eu era criança.

Tem certas coisas que não mudam, por mais que o tempo passe. Uma delas é que eu odeio nata.

postado por: Mari 10:20 AM


Quarta-feira, Julho 21, 2004

Tô me sentindo muito só. Meu ICQ não carrega.

postado por: Mari 12:30 PM


Resumo da sessão

Minha terapia ontem foi mais ou menos assim (partes contáveis, claro):

Eu: Na hora, não gostei. E depois parei pra pensar do que eu não tinha gostado.
Ela: Parabéns, é assim mesmo, você tem de parar pra descobrir o que isso quer dizer mesmo. E o que você pensou?
Eu: Ah, não gostei disso, daquilo, daquilo outro...
Ela: Eu enxergo as coisas de um jeito diferente. Acho que é assim, assim, assim... [e toma balde de água fria]

Silêncio

Ela: Então, o que você tá pensando agora, depois do que eu falei?
Eu: Tô me sentindo desarmada...
Ela: Muito bem. É assim que você tem de ficar, desarmada...

É, minhas estrelinhas conquistadas no começo da sessão acabaram recolhidas ao longo dos 50 minutos.

Duro é pensar que, tempo vai, tempo vem, e a raiz do problema, qualquer que ele seja, é um só: a minha ridícula auto-estima - e vejam bem, ela subiu. Para o primeiro subsolo. Mas subiu.

postado por: Mari 12:30 PM


Terça-feira, Julho 20, 2004

Surpresas

A vida nos prega peças.
E que peças.
Umas de tirar o rumo. De deixar com taquicardia por um tempão, até acreditar que é verdade. Fazem sumir a voz, a capacidade de falar. A capacidade de pensar no que falar, em como reagir.

Peças.

Gozado é que em pouco tempo a vida tem me pregado peças parecidas.
Talvez as outras tenham sido uma espécie de treino pra eu saber como reagir dessa vez.

postado por: Mari 12:55 PM


Segunda-feira, Julho 19, 2004

Do poder das mulheres
sinto que estou me tornando feminista, socorro!

Sábado fui ver a sensacional Ópera do Malandro.
Qualidades artísticas, dramáticas, musicais à parte, a peça me mostrou uma lição feminista.

A peça gira em torno da malandragem da Lapa, no Rio de Janeiro. O malandro principal, Max Overseas, se casa com a Terezinha. O pai da moça não gosta nada disso, e a peça de maneira geral descreve a rivalidade dos dois malandros - o novo e o velho. No fim das contas, por causa dos enroscos em que o Max se mete, a Terezinha fica cuidando dos negócios.

Na hora de anunciar o happy end, surpresa: Terezinha legalizou todos os negócios do Max. Assim ele não vai mais fugir da polícia, não vai mais ter de se esconder, etc, etc, etc. E repete-se quase à exaustão: "me sinto tão feliz". Graças a quem?

Sim, senhores, adivinharam. A ela, Terezinha de Jesus. A mulher que botou ordem na casa. Que deu jeito em tudo. Mulher de malandro, sim. Que botou o malandro na linha. Falando alto, falando grosso, sim senhor. Autoridade de mulher. E no fim, a mulher do malandro salvou a pátria, que é o que importa, afinal.

É o que dizem: por trás de todo grande homem existe sempre uma grande mulher, aquela que bota tudo pra funcionar direito. Quem leva a fama é ele, mas quem fez foi ela.

postado por: Mari 10:30 PM


Tem coisas que só o Orkut faz por você

postado por: Mari 10:21 PM


Paixão à primeira ouvida

Conta Outra
(Edu Tedeschi)

Conta outra
Nessa eu não caio mais
Já foi-se o temo em que eu pensei
que vc era um bom rapaz
Corta essa de querer me impressionar
coisa boa é Deus quem dá
Besteira é a gente que faz

Você disse pra mim que foi doença
Que te impediu de ir me visitar
O mundo é bem menor do que 'cê pensa
E hoje já vieram me contar

Que vc tava lá, no baile da comunidade
Bebendo e se acabando de dançar
Mas eu não caio do salto, não brigo não falto com a minha verdade
Sinceridade, sai que a fila tem que andar

Conta outra ...

Depois de te botar na geladeira
Eu resolvi te dar colher de chá
É dura a sua cara de madeira
Tão dura que foi só eu me virar

Que vc tava lá
Jogando todo seu feitiço
Pra cima da mulherada lá no bar
Mas eu não caio do salto, não brigo, não falto com a minha verdade
Siceridade, sai que a fila tem que andar...

Conta outra....

postado por: Mari 10:46 AM


Sábado, Julho 17, 2004

Eu só queria ser do mato
Com gosto de framboessa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza

postado por: Mari 10:47 AM


Sexta-feira, Julho 16, 2004

Deixa a vida me levar?

E pra onde, com tantos altos e baixos, em tão diferentes frentes, em tão pouco tempo?

postado por: Mari 10:29 PM


:-)

Então ontem a minha terapeuta me disse: "Acho que você está muito bem".

Eba, eba, eba.

postado por: Mari 12:30 PM


Quinta-feira, Julho 15, 2004

Flash back

Tem cenas que, de repente, voltam à mente. Sem mais nem por que.
Simplesmente voltam. E, oh, God, não trazem sorrisos.

É. Estou falando de novo daquele olhar, que há muito deveria ter sido esquecido.

postado por: Mari 12:13 PM


Acontece

Coisas da vida.
Tipo você abraçar uma pessoa e ficar horas a fio sentindo o cheiro dela.

postado por: Mari 11:18 AM


Terça-feira, Julho 13, 2004

Picadeiro até nas HQs

Ontem eu e a Rose fomos ver Homem Aranha. E descobrimos que até os super-heróis são palhaços. No que se refere a mulheres, quero dizer.

É assim: o Peter Parker não pode ter nada com a Mary Jane porque ele é herói, e os inimigos dele vão pegar ela pra se vingar.
Quando ela arruma outro noivo, ele surta de ser Homem Aranha, procura ela e diz que eles têm de ficar juntos, "terminar o que começaram", etc, etc. Ela diz que não, que vai casar, pega o taxi e vai embora.
Tempos depois ela procura ele e diz que, sim, quer ficar com ele. Mas ele resolveu voltar a ser Aranha e diz que "estava confuso" e não gosta dela na verdade.

Nariz vermelho, chapéu, picadeiro completo. Até o herói.

postado por: Mari 1:34 PM


Coisinhas boas

* Abrir o sistema de comentários e ler "Olá, menina-mais-bonita-da-avenida-engenheiro-caetano-álvares!", mesmo sabendo que é uma opinião super-mega-parcial

* Superar questões que já foram tão complicadas e dolorosas, olhar pra trás e ter certeza de que já passou - aliás, pensar que foi tempestade em copo d'água

postado por: Mari 1:28 PM


Segunda-feira, Julho 12, 2004

Afaguinho no ego

E o Iogurt me fez encontrar um colega que estudou comigo da terceira à quinta série. É verdade que ele que me achou, mas, who cares?
Aí ele me mandou um e-mail.

Tinha sim um gato siamês, mas foi bem depois... O Ariovaldo era um vira-lata preto e branco!
(...)
Moro no Brooklin ainda, mas não aonde morava nos tempos de Vila... Você ainda mora no Butantã (você morava lá, não é)?
[destaque para as lembranças surreais] Se me lembro você tinha um irmão bem mais novo, e a sua mãe tinha ganhado do seu pai um Uno Brio!

E o trecho mais super ego:
Nossa, você é a primeira pessoa que eu reencontro no Orkut com quem vale a pena restabelecer contato! Que bom!

postado por: Mari 12:47 PM


Domingo, Julho 11, 2004

Mais Diálogos surreais

- Encontro absolutamente todo mundo no Orkut. O mundo é muito pequeno.
- O mundo não é pequeno. A renda que é concentrada.

postado por: Mari 9:12 PM


Ouvi no metrô

Meu computador é como a minha calcinha. Mais íntimo, até

postado por: Mari 9:11 PM


Talento natural

Ultimamente tô achando que nasci com um talento especial. Um dom natural, desses que não é todo mundo que tem. Uma real vocação por me meter em saias justas. Uma hoje, duas ontem, uma na sexta. Umas mais simples, outras bem delicadas e desconfortáveis. Mas elas estão sempre por aí. Em algum lugar da minha vidinha. Deve ser pra dar tempero.

postado por: Mari 1:31 PM


Sexta-feira, Julho 09, 2004

Lembram o que me faltava perder?
Acho que perdi.

postado por: Mari 1:44 PM


Ecochata. E daí?

Antes, quando eu ficava amiga de alguém, avisava de cara: "Tem uma coisa importante a meu respeito que preciso contar, sou fã do Cazuza". Hoje decidi que vou passar a acrescentar na minha apresentação a seguinte frase: "e sou ecologicamente correta". Sou mais ou menos o que se chama popularmente de ecochata. Sim, aquela que defende o meio ambiente como filosofia de vida.

Eu uso um copo plástico por dia. E coloco no coletor. Eu brigo com quem bate bituca de cigarro (ou outras coisas inadequadas, como papel de adoçante, por exemplo) no coletor de copos plásticos. Eu uso o verso das folhas que eu imprimo. E depois, eu coloco no coletor de papel para reciclagens. Eu levo pilhas e baterias para o lixo apropriado. Eu separo o lixo reciclável na minha casa, e eu obrigo o resto da família a fazer o mesmo. Eu levo esse lixo pro contêiner da Prefeitura, na esquina da minha casa. Eu considero a água que sai da centrífuga de roupas água de reuso, e portanto coloco na descarga. Eu apago lâmpadas que ficam acesas sem necessidade. Eu fiz uma matéria incentivando a coleta seletiva em condomínios - matéria que eu sugeri e fiz nos intervalos de vida que encontrei, por uma questão de acreditar na causa, mesmo. Eu adorei o projeto de ecoeficiência do Grande Hotel Senac São Pedro.

Eu acredito num mundo menos poluído.
Mas, fiquem tranquilos, eu não obrigo ninguém a acreditar.

postado por: Mari 1:43 PM


Quinta-feira, Julho 08, 2004

Sinais de sucesso

Chefe: desde que estreamos, as vendas de terça aumentaram bastante.
Nós: legal, viva a equipe!

Em pensamento: quando vem a minha parte em dinheiro?

postado por: Mari 1:20 PM


Bad hair day

Hoje eu perdi a hora.
E depois perdi o ônibus, logo que chegava ao ponto.
E com isso perdi o bom humor.
E o mau-humor me fex perder a vontade de ler no caminho. E eu perdi a leitura de uma música no 31 songs.
E quando cheguei no jornal, perdi tempo, porque o sistema estava fora do ar a manhã toda.

O que mais me falta perder hoje?
Só de pensar me dá arrepio.

postado por: Mari 1:18 PM


Quarta-feira, Julho 07, 2004

Tempo

Vocês não estão estranhando o tempo nessa novela das 8? Pois vejam essa - só pode ser piada

Idade real - Aguinaldo aproveita para esclarecer uma dúvida quanto a passagem de tempo da novela. O autor explica que a primeira fase da novela realmente se passou em 1968 e a segunda fase, essa que está no ar, se passa em 1992 e não na atualidade, como muita gente pensou. Isso porque se a segunda fase fosse no presente, a personagem (Lindalva) de Carolina Dieckman que nasceu em 1968 teria 36 anos e não 20 e poucos como ela terá na novela. "A novela se passa na época do Plano Collor. De qualquer forma, o presente da trama é sempre meio diluído", diz Aguinaldo. "Um exemplo: em O Clone Vera Fischer tinha a idade possível da atriz, que era pelo menos 42 anos. Aí houve uma passagem de tempo e ela não ficou com 62 anos, mas sim com os mesmos 42. O público já está acostumado com esse tipo de coisas nos folhetins."

Ah. E os celulares e carros modernosos?

postado por: Mari 11:03 AM


14 anos

Hoje são 14 anos que o Cazuza morreu.

O poeta não morreu
Foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden
E nos contou

postado por: Mari 11:01 AM


Who do you know?

Confesso que eu estava me enchendo dessa brincadeira de Orkut. Já tinha visto gente, conquistado fãs, descoberto comunidades legais e me enchido delas, lotado a minha lista de amigos mais do que eu estava a fim de administrar. Já não queria mais, estava pensando em eliminar pessoas da minha lista, não entrar, sair, pedir arrego, apesar de que o povo como um todo ainda tá bem empolgado. Tem gente descobrindo a brincadeira agora, enquanto eu já estavaachando chatice.

Aí alguma coisa mudou.
Começou quando eu achei o Perre. E achei o Diniz. E a Renata me achou, e eu achei o Alê. E a Rê me contou que o Charlie Brown tem um bar. E eles ainda têm notícias do Pedrinho, do Bozo. E a Rê achou fotos. E o Perre lembrou da bomba no banheiro no terceiro colegial, durante uma prova de geometria.
E o colégio vive de novo.

Viva o Orkut!

postado por: Mari 10:12 AM


Não sei explicar.
Mas ultimamente parece que estou sempre com o coração apertado.

postado por: Mari 10:04 AM


Terça-feira, Julho 06, 2004

Porra

Até a luzinha no fim do túnel o destino se encarregou de apagar

postado por: Mari 5:35 PM


É chato...

... se eu apagar do Orkut pessoas que eu acho, de repente, que não têm nada a ver estarem na minha lista de amigos?

postado por: Mari 1:09 PM


In love

É coisa da minha mãe ficar achando marido pra mim.
Teve o Claudio Lins, o Bruno Gagliasso (Caroletas, vc me deve me apresentar o seu irmão, né?). Ah, sim, porque minha mãe não sonha baixo.
O candidato do momento é Daniel de Oliveira. Sim, ele tá zicado, tuberculoso (tísico, hehehe) na tevê, aidético no cinema. Mas ele é sósia do Cazuza, e canta. E digamos que tá na minha faixa etária, né?
Minha mãe disse que vai escrever uma carta pra ele. O genro que mamãe sonhou.
É mole?

postado por: Mari 1:08 PM


Quem...

... é "eu"?

postado por: Mari 1:04 PM


Segunda-feira, Julho 05, 2004

Meninas não vão para a Terra do Nunca

Eu tive um findi meio criança. Vi Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, e vi também Peter Pan.

E é, naturalmente, do segundo que tiro o título desse post.
É um filme pra crianças, mas é um filme para adultos. Uma história para adultos, sobre amadurecer.
É difícil amadurecer. Mas é curioso como os meninos ressitem mais.
Peter explica pra Wendy que não há meninas na Terra do Nunca porque elas são espertas demais. Eu diria realistas demais. Elas sabem (nós sabemos) que é preciso crescer, que o tempo não pára (já dizia Cazuza), e é preciso acompanhá-lo.
Eles, não. Querem continuar vivendo como meninos para sempre. Peter prova isso perfeitamente, quando diz a Wendy que o que há entre eles é faz-de-conta. "A gente está se divertindo, não? É isso o que importa". Ela concorda, nitidamente decepcionada. Porque, afinal, não adianta discordar, protestar, espernear. Cresce quem quer crescer.

postado por: Mari 1:24 PM


Mais pobre

Ontem eu fiquei mais pobre. Mas por uma boa razão. Numa passadinha pecaminosa pela Fnac (hello, Juvs), não resisti e comprei 31 Songs, do Nick Hornby.

E tô amando.
Sou pobre, mas sou feliz.

Ah, custou R$ 90,40.

postado por: Mari 1:06 PM


Feelings

Sexta à noite: nó na garganta

Domingo à noite: luz

Gozado como as mensagens eletrônicas podem ter poder

***

Consegui cortar o cabelo no sábado.
Mudanças práticas do fim de semana...

postado por: Mari 10:50 AM


Sexta-feira, Julho 02, 2004

Pra constar

A Alê quer conceder um troféu palhacito

postado por: Mari 4:58 PM


Surreal

Mas o mais surreal de toda a vida foi ver o pai do Rodrigo saindo do bar em que eu estava entrando.

postado por: Mari 4:47 PM


Pequenas soluções

Seu dia está uma merda?
Uma matéria monstro caiu no seu colo e você não sabe como vai resolver?
Você tem de brigar com a foto, com a arte e ainda fazer hora extra pra resolver um problemão numa semana que estava indo bem?

Ok, passe por tudo isso, já que é inevitável. Mas depois, fale com a Rose, dê um telefonema para a Andressa. O resto da noite é garantido. Chope, caipirinha e comidinhas de boteco regadas a papos insanos salvam qualquer dia ruim (más coincidências à parte). Ah, sim, não pense na dor de cabeça do dia seguinte (mais conhecido como hoje). Você ia ter dor de cabeça pra resolver a matéria, por que não acrescentar um pouco mais de dor de cabeça, pela noite de ontem?

***

Rose, quem diria que depois de tanto tempo sem nos bicarmos (falando mal uma da outra pelas costas, talvez?) um dia seríamos tão boas companheiras?
A vida tem dessas surpresas sensacionais. Tem essa de colocar pessoas maravilhosas no nosso caminho, mesmo que por meios um tanto quanto tortuosos. O importante é que elas (no caso, você mesma) chegam.
Como você disse ontem, amigo tá aí pra dar a mão numa má hora. E se tem uma coisa que vc tem feito é me dar a mão. Espero poder retribuir como você merece, e quando você precisa.

postado por: Mari 10:47 AM


Quinta-feira, Julho 01, 2004

O jornalista Roberto Marinho...

Agora o fofo virou nome de avenida. Perdão aos que já sabiam, mas foi só ontem que eu descobri que a antiga Avenida Água Espraiada (construída pelo ex-prefeito Paulo Maluf, se não me engano) foi rebatizada e agora se chama Avenida Jornalista Roberto Marinho.

postado por: Mari 10:29 AM


Vem, vamos embora
que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
não espera acontecer


Eu não sou lá muito paciente - e isso não é novidade pra quem me conhece.
E também não gosto muito do acaso, já escrevi isso. Quer dizer, não é bem que eu não gosto. É que, primeiro, ele não tem sido lá muito favorável a mim, e, segundo, porque ele tem um tempo todo próprio que anda sendo meio lento demais pra mim.

Pra mim, o acaso tem de ser usado como um aliado, e não como um método de ação. A ação tem de existir - detesto pensamentos do tipo "quando a lua se alinhar a saturno, se o dia não estiver nublado e a minha prima não estiver de TPM, caso haja camisetas brancas limpas e passadas no meu armário, então algo pode acontecer". Bom, se todos esses fatores se juntarem, ótimo. Antes disso (que pode levar mais ou menos dois milhões de anos) já foram acionados amigos, enviados e-mails, feitos telefonemas, enfim, o que a situação exigir.

Quem fica parado é poste. Eu sou um milk-shake de ovomaltine.

postado por: Mari 10:20 AM




Eu visito

Divagacoes Visuais

Mulherzinha

Desgraceira

Singer in the reign

Moda pra ler

Du!!

Admirável Surto Novo

desmemória

Niente

Provisório-Permanente

Obnubiladas

Borderline

Boteco Pop

Podia ser mentira
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