Normal enough to know that you're weird...
But too damn weird to do anything about it!
Quinta-feira, Setembro 30, 2004
Quarta-feira, Setembro 29, 2004
Terça-feira, Setembro 28, 2004
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Coisas pra guardar
Ontem à noite eu tive um ataque deprê. Um ataque de pensamentos chatos, acho. Mas aí o Dudu me disse uma frase que me fez pensar nesse post: a vida é potencialmente boa.
Claro que a vida é boa. A gente tem de aprender a olhar prás coisas boas mais que prás ruins. E eu comecei a pensar em coisas que nunca nunca quero esquecer na vida. Momentos...
* A Ju pulando no meu pescoço de tão feliz no Natal, quando abriu o presente que eu dei pra ela
* O Leandro entrando no Sem Eira Nem Beira, lá pelas 2 da manhã, cumprindo a promessa de aparecer no meu aniversário
* O André aparecendo na Funhouse, pra outro aniversário, apesar de eu ser meio amiga-monstro
* "Sou feliz, por isso estou aqui"
* Fechar o Posto 6 numa quarta, com o Otávio, o Ulisses e o Gustavo
* O sapato que eu namorei por meses saindo de uma caixa no dia dos namorados
* Sítio do Carroção, nenhum momento específico
* Ver Castelo Rá-TimBum com as minhas priminhas, quando elas eram realmente pequenas
* O Luigi aprendendo a andar em volta de uma mesa redonda, aos 10 meses (nem pergunte quantos anos ele tem hoje)
* Maceió no meu aniversário de 18 anos
* Parar no meio da estrada em Ubatuba pra tirar foto com a Nani,a Pá e a Juvs
* Cambaio
* Xingar a Rose lá do alto da Torre Eifel do Hopi Hari
* "Parabéns, você vai participar de um número um!" - o abraço que eu recebi da Raq quando contei que ia trabalhar no projeto do Seu Dinheiro
* Chocolates no meio do pescoção, os da Cris, os da Lu
Ó, tem vários.
A vida é um lugar bom de viver...
postado por: Mari 12:07 PM
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Segunda-feira, Setembro 27, 2004
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Vila o que?
Madalena, a despojada
Olímpia, a afrescalhada
Certeza?
Ontem o happy hour tinha tudo pra ser delícia, mas tivemos a idéia não muito feliz de aportar no Posto 6 - idéia da qual logo tivemos de abrir mão, pela lotação. Mudamos de calçada e descolamos uma mesa no primo-irmão José Menino. Mas a lotação persistiu. A superpopulação de maurícios e patrícias também. O atendimento ficou cada vez pior.
Ok, tinha um moço espetáculo na minha frente me tirando o fôlego. Mas ele estava com uma magrela odiosa.
A Madalena estava muito muito parecida com a Olímpia
Enfim, talvez o próximo hh mude de vila: prá Mariana. Tudo por um pouco de paz numa tarde ensolarada de domingo.
postado por: Mari 10:21 AM
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Sexta-feira, Setembro 24, 2004
Quarta-feira, Setembro 22, 2004
Terça-feira, Setembro 21, 2004
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Balança calórica
Uma aula de spinning
45 minutos pedalando ininterruptamente. Se esse tempo na esteira a 6 por hora dá umas 300 calorias, a aula deve queimar umas 400 facinho, né?
*VERSUS*
Aniversário da Nani
Um chope (um, só um)
Alguns pedaçinhos de pizza de quatro queijos (o grande crime)
Duas Pepsi Twist light (nem contam, vá)
*RESULTADO*
Espero que a aula tenha servido pra algo mais além de compensar a comemoração...
***
Pelo menos...
Foi graças à aula que eu fui na comemoração. Depois de um fim de semana cretido, depois de acordar me sentindo um lixo ontem (nessas horas eu devia ouvir Down em mim, desde que eu ache o CD em que tenho essa música), eu até consegui me animar. Com umas bobagens minhas, coisas pequenas e, por fim, com uma boa dose de endorfina que a aula me deu. Até que é bom ser moça-fitness.
postado por: Mari 11:08 AM
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Domingo, Setembro 19, 2004
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Sincronicidade pouca é bobagem
Entrei no orkut, essas bobagens que a gente faz pra passar o tempo. Vi na comunidade do 02 neurônio esse texto
A mulher-lixo
por Nina Lemos
Há poucos dias eu dançava muito feliz de salto alto no show das garotas do Chicks on Speed. Eu estava ótima, meus amigos eram ótimos e eu consegui dançar de salto (passo importante na minha busca pela peruagem extrema).
Nem parece que eu sou aquela garota. O esmalte saiu da mão. Meus modelos estão péssimos, porque acordo de manhã atordoada e não sei que roupa usar. E, claro, os meus pés doem porque eu dancei muito de salto. Resumindo: eu virei um lixo.
Quem olha para a minha cara deve perceber que eu não passo de uma lata de lixo tentando se disfarçar de mulher bem resolvida com problemas. Mas no fundo eles devem perceber. Não é um bad hair day. É um bad life day. Que já dura mais que um dia. Super menstruada no calor abafado e poluído de São Paulo. Mulheres-lixo, caso você não saiba, geralmente estão menstruadas. Sim, é quando mais a gente se sente escória. E se você é um homem e acha isso nojento, pode parar de ler agora mesmo.
Mas não se assustem porque vai passar. Daqui há pouquinho volto a me sentir normal de novo. Por enquanto, sou a lata de lixo onde o mundo despeja coisas. Mas sou conformada. E nem me faço de vítima. Sim, porque o pior é que eu ando tão analisada que não estou mais conseguindo me fazer de vítima, o que é um problema, vocês hão de convir.
Ontem liguei para um pretê e fiquei chocada porque ele não percebeu que eu tinha virado um lixo. Ele me tratou com uma normalidade impressionante!!! Como assim nem percebeu que eu era um lixo?
A mulher lixo vai tentar tomar um banho e vestir uma roupa que preste. Porque algo, lá no íntimo, diz que a fase lixo tá passando. Será que ela deveria ouvir Garbage?
***
Estou me sentindo bem assim: mulher lixo.
Cheguei em casa do plantão com vontade de chorar. Chorar por que? Não sei bem. Porque estou cansada, talvez. Porque não aguento mais plantões um pra um, porque não aguento mais me foder, entrar cedo e sair tarde. Porque me senti uma foca na pauta de hoje. Porque a chefe de reportagem disse "dorme até mais tarde amanhã", como se ela dizer isso fizesse diferença - amanhã ela não é minha chefe; era ontem e hoje, só.
Porque eu queria me enfiar dentro de uma bolha azul por uns dias.
postado por: Mari 8:43 PM
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Quinta-feira, Setembro 16, 2004
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Recebi do meu primo, achei demais
Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!
Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cintos de segurança, sem ABS e sem air-bag!
Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... Nem data de validade...
E tinham também aquelas bolinhas de gude... Que vinham embaladas sem instrução de uso.
A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada!
Que horror! A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção...
E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã.. A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore...
E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver os problemas SOZINHOS!
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo.
Não existiam os celulares! Incrível!
A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos!
Ninguém denunciava ninguém... Eram só "acidentes" de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado.
Você lembra destes incidentes? Janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho...
Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos e roxos...
E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir...
A gente comia muito doce, pão com muita manteiga...Mas ninguém era obeso... No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol...
A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por
causa de vermes!
Não existia o Playstation, nem o Nintendo... Não tinha TV a cabo, nem videocassete, nem Computador, nem Internet...
Tínhamos, simplesmente, amigos!
A gente andava de bicicleta ou à pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos... Sozinhos,
num mundo frio e cruel...Sem nenhum controle! Como sobrevivemos?
Inventávamos jogos... Com pedras, feijões ou cartas...
Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso!
Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e
outros monstros destruidores... Um tal de óleo de rícino!
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que refazer a segunda série.. Que horror!
Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano mesmo.
As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza...
Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora... Correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho...
As nossas iniciativas eram "nossas", mas as conseqüências também! Ninguém se escondia atrás do outro.
Os nossos pais eram sempre do lado da Lei quando transgredíamos as regras!
Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e incrivelmente nenhum deles foi preso por isso!
Sabíamos que quando os pais diziam "NÃO", era "NÃO".
A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que íamos ao supermercado ou shopping...
Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa... Por incrível que pareça...
Nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos...
Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos "solucionadores" de problemas...
Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências...
Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade...
E não é que aprendemos a resolver tudo?...
Sozinhos...
e você é um destes sobreviventes...
PARABÉNS!!! VOCÊ CURTIU OS ANOS MAIS FELIZES DE SUA VIDA... E COM CERTEZA É UMA PESSOA ESTRUTURADA PARA O SUCESSO: EMOCIONAL, PROFISSIONAL E ESPIRITUAL.
postado por: Mari 1:47 PM
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Quarta-feira, Setembro 15, 2004
Terça-feira, Setembro 14, 2004
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Excesso de noção do coletivo
ou Comunista, eu?
Hoje a terapia foi reveladora. Foi um marco. É que agora ela começa mais tarde.
Dã, não, claro. Mas a coincidência foi engraçada.
Teve uma master recordação dos anos na EV - dizem que as raízes de tudo estão sempre lá atrás, né? Então. Voltei. E começou a cair uma ficha. Não é exatamente - ou tanto - que eu tenho baixa auto-estima. Eu simplesmente valorizo mais o outro, o coletivo, o que tá em volta do que o que tá aqui dentro - volta a história da Moranguinho. Claro que a conseqüência é que eu me desvalorizo. Mas a raiz tá em outro lugar, não exatamente onde eu estava tateando e, não por acaso, não encontrando nada.
O lance é que eu sempre boto o outro na minha frente. Porque eu aprendi, quando era pequena, que era legal ser assim, que muita gente era assim. Mas estatisticamente, no mundo de verdade, não é muita gente que se importa com os outros. E não é muita gente que se preocupa especificamente comigo. Hello-ow, a autora do Divagações Espontâneas é uma moça importante pra caralho, mundo aí fora!
postado por: Mari 10:11 PM
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Cupido
Cláudio Lins, na voz de Maria Rita
Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você eu eu
Quando você me viu...
***
Eu sou um bicho estranho
Eu morro de vontade de que me tirem o ar. Eu morro de saudade dessa sensação
Mas quando me tiram eu tenho medo de sufocar
postado por: Mari 11:32 AM
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Sexta-feira, Setembro 10, 2004
Quinta-feira, Setembro 09, 2004
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Semi-intensiva
Em janeiro, quando fiz a avaliação física pra começar a academia, achei que eu estava com o pé na cova. Na verdade eu estava na UTI.
Meu peso era ruim.
Minha flexibilidade era ruim.
Meu condicionamento físico era ruim.
Minha freqüência cardíaca era ruim.
Minhas medidas eram ruins.
Hoje eu fiz uma nova avaliação, no Sesc. Não mediu exatamente as mesmas coisas. Mas o resultado foi bacana.
Estou saudável.
Minha frequência cardíaca e meu condicionamento físico são regulares. Podem melhorar, mas são saudáveis.
Minha flexibilidade continua ruim, mas melhorou muito.
Meu peso está meio ruim. Pra eu atingir o peso saudável tenho de perder 6 kg. Então, sábado vou fazer uma avaliação nutricional.
Ah, gentem, eu comecei a me cuidar meio tarde, mas estou melhorando, né? Fiquei na Semi-intensiva, já! Logo vou poder ir pro quarto... e ter alta.... ueba!
postado por: Mari 10:37 AM
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Quarta-feira, Setembro 08, 2004
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Ecologicamente correta
Domingo fui ver a peça Sex Shop Café, de autoria do meu amigo Giba.
Num determinado momento, um personagem diz que tem fetiche por mulher que separa o lixo. O Giba já tinha me falado desse personagem, mas quando a fala chegou eu chorei de rir. O autor sentou do meu lado pra ver (e pra me forçar a rir, aparentemente), e era eu olhar pra ele e rir mais ainda.
Ainda não entendi se foi exatamente uma homenagem ele colocar essa fala no texto ou se foi uma coincidência cômica - caso alguém não se lembre, eu sou ecologicamente correta, eu separo o lixo, eu levo o lixo num PEV* perto de casa. Enfim, adorei. Acho que mais homens deveriam gostar de mulheres que separam o lixo. Não que eu esteja cooptando moços pra se interessarem por mim. Mas acho que as pessoas deveriam, realmente, se preocupar em separar o lixo e tornar o mundo um lugar mais limpo.
De qualquer forma, vejam Sex Shop Café. É uma comédia sobre sexo, terrorismo e amor.
Serviço:
Sex Shop Café
Uma comédia de Gilberto Amendola
Teatro Ruth Escobar - Sala Mirian Muniz
Rua dos Ingleses, 209
Sexta e sábado às 21h30, domingo às 20h30
R$ 20, estudantes pagam meia
* PEV: Posto de Entrega Voluntária. Bonito, né?
postado por: Mari 10:19 AM
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Segunda-feira, Setembro 06, 2004
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Amigos, 13 anos depois
Eu sou meio nerd. Essa foi só uma introdução pro que vou dizer. É mais ou menos comum, pra mim, aprofundar amizades com a ajuda da internet. Fico muito tempo do meu dia conectada. Então acabo trocando e-mails, mensagens de ICQ e de ID (as internas do jornal) com algumas pessoas ao longo do dia. E com isso vou conhecendo e me deixando conhecer. Foi assim com bastante gente, se eu fosse citar as pessoas aqui ia ficar doida.
E de uns tempos pra cá meu bom amigo de ICQ vem sendo o Dudu. Estudamos juntos até a 4ª série - faz um bom tempo - e perdemos contato. Com o Orkut, nos reencontramos. Virtualmente, só, até agora. Vínhamos conversando diariamente, mas em agosto ele foi pro Canadá, em férias. Ontem ele voltou, e hoje ele já apareceu no ICQ de novo - ele e seu "hey, little mary". Me disse que estava sentindo falta dos nossos papos. Como eu também estava - até rascunhei mentalmente um post sobre isso, há um tempinho, mas não cheguei a escrever. E é isso: somos amigos, 13 anos depois.
Aí hj ele me disse que estava "do avesso". Me contou algumas coisas dele. E disse que, embora a gente se conheça pouco (engraçado pensar assim) confia em mim, disse que sente que eu sou uma pessoa "de verdade". Sinto essa mesma confiança em relação a ele.
Acho que tem a ver com o fato de que nos dávamos bem na escola. Claro, nesse tempo tudo muita coisa mudou. Mas acho que muita coisa também ficou. Acho que, mesmo pela tela, reconhecemos um no outro alguma coisa das crianças que se conheceram, que conviveram diariamente por 4 anos - acho que fomos duplas de classe em algum momento. No fundo, ele ainda é o menino brincalhão e bem humorado que respondia aos exercícios de classe sempre começando com o termo "por exemplo". Pelo menos acho que é isso que eu ainda reconheço e me faz saber que ele é um amigo "de verdade", e que mesmo que a gente demore pra se encontrar no mundo real de novo vamos ter tudo pra ser bons amigos.
Nessa hora, agradeço ao Sr. Orkut por ter criado essa comunidade de internet, porque ela me trouxe coisas boas de volta.
postado por: Mari 8:00 PM
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Domingo, Setembro 05, 2004
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Mais Diálogos surreais
Ele: Você é muito boazinha. Você tem de ser mais maldosa. Homem gosta de apanhar.
Eu: Gosta?
Ele: Claro. Meninas meigas invariavelmente são chatas.
Eu: Ah, obrigada por me chamar de chata.
Ele: Eu não te chamei de chata. Disse que meninas meigas ¿invariavelmente¿ são chatas. Você é exceção.
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Mas o que eu posso fazer se sou uma pessoa boa de coração?
postado por: Mari 1:28 PM
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Quinta-feira, Setembro 02, 2004
Quarta-feira, Setembro 01, 2004
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