Normal enough to know that you're weird...
But too damn weird to do anything about it!
Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
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É o sopro do criador numa atitude repleta de amor
Tá na minha definição do Orkut, e quem disse pela primeira vez foi o Alê: eu sou uma pessoa que tem tesão pela vida.
Pela Vida. Não somente a minha vida, mas a vida toda, de todos. Não concebo pessoas que não se importam com o Outro. Para mim, a Vida tem um valor inestimável. Incalculável. Infinito. A vida.
Não entendo como há pessoas que matam outras. Que agridem seriamente as outras. Que prejudicam as outras sem cerimônia. Que mentem, que enganam, que só olham para o seu próprio umbigo. Egoístas.
Sou altruísta demais, talvez. Nesse mundo egoísta, talvez eu devesse aprender um pouco do egoísmo para me preservar. Mas de certa forma ser egoísta é uma violência contra mim mesma. Eu não sei ver o outro com alguma necessidade sem fazer o que estiver ao meu alcance para ajudar. Não sei ver o outro triste e não tentar fazê-lo sorrir, não sei ver o outro com fome e não dar de comer, não sei ver o outro confuso e não oferecer consolo.
Talvez esse mundo não seja o meu.
postado por: Mari 1:38 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
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Sobre a difícil missão de ser repórter
É difícil. É muito difícil. Mas as pessoas não acreditam.
No fundo todo mundo acha que ser jornalista é fichinha. Todo mundo que não é, claro. Todo mundo que fez um curso, digamos, sério, e tem uma profissão, digamos, respeitada.
É claro que essa é uma profissão que exige muita sensibilidade, se baseia nas características pessoais do profissional mais do que numa boa formação acadêmica, tem um monte de subjetividades envolvidas.
Mas nada disso torna fácil a vida de um repórter. Aliás, torna ainda mais difícil porque aumenta, e muito, a nossa carga de responsabilidade. De quem quer trabalhar a sério, claro. É possível levar nas coxas. Mas esse não é o meu caso, nem o da maioria esmagadora dos meus colegas de redação. Nós enfrentamos principalmente a dificuldade de ter responsabilidade sobre o que fazemos enquanto lutamos contra a má fama dos ¿coleguinhas¿ que fazem o seu trabalho de qualquer jeito. Nós, que levamos nosso trabalho a sério, agüentamos, engolimos em seco acusações justas, sim, mas não contra nós.
Pensando bem, mais difícil do que ser jornalista é ser jornalista e querer ser sério.
No fim, fazemos isso por prazer.
Como as putas...
postado por: Mari 11:33 AM
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Domingo, Fevereiro 20, 2005
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Abusado(s)
Em Abusado , sua trajetória [de Marcinho, ou Juliano, VP] ganhou ares de heroísmo. Apesar das passagens que demonstram sua frieza e falta de respeito pela sociedade, Juliano VP conquista a simpatia do leitor. Mais do que um bandido comum, ele é retratado como homem amado na comunidade, desejado pelas mulheres e interessado em melhorar a vida na favela. A proximidade com artistas conhecidos da mídia e o gosto pelas artes, cinema, filosofia e literatura também dão ao ¿personagem¿ um perfil de moço bom que a falta de condições sociais corrompeu. É difícil não torcer pelo sucesso de Juliano VP. Este talvez tenha sido o único mal da excelente reportagem de Caco Barcellos: mitificar um criminoso e transformá-lo num verdadeiro Don Juan, capaz de chamar seu fuzil AK-47 de Jovelina, fazer grandes juras de amor e participar de lutas intensas pela J.P.L. (Justiça, Paz e Liberdade) dos favelados sob seu comando. O livro faz de Marcinho VP quase um Robin Hood dos tempos modernos.
A íntegra tá aqui.
Gostei do livro, mas gostei desse comentário tb.
postado por: Mari 6:30 PM
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Adoro o 02 Neurônio!
A jornada de trabalho da mulher moderna
por Raq Affonso
Quando as feministas lutaram pelo direito da mulher ao trabalho, elas não sonhavam o que vinha pela frente. Não que elas não devessem ter feito isso. Realmente deve ser muito chato ser só dona de casa. O que elas não imaginavam, é que algumas décadas depois, sua jornada fosse quadruplicar. Sim, trabalhar quatro vezes mais do que se você for um homem!
Porque quando você é solteira, você só tem uma jornada tripla: trabalho, casa e balada. Na balada, você busca um pretendente que você possa chamar de seu. Para um tempo depois, se tudo der certo, você ter alguém com quem procriar. Assim, você formará uma família. E terá uma jornada quatro vezes maior! Além de todos os itens acima, você também tem que ser mãe. E amamentar cinco vezes por dia!
Enquanto isso, os homens nem catam suas meias do chão. E dizem que estão cansados depois de um dia de trabalho.
E a sua vida de recém-mãe se transforma numa prova de obstáculos. Uma espécie de triahtlon diário. Mais ou menos assim:
6h00 - primeira mamada
8h00 - comer, tomar banho, ler jornal, se vestir, brincar com o bebê
9h20 - segunda mamada
10h00 - trabalho
12h30 - voltar pra casa para amamentar
13h00- terceira mamada
14h00 - almoçar correndo e voltar pro trabalho
14h30 às 19h30 - trabalhar e pensar se o bebê está bem em casa
19h50 - voltar correndo para casa para a quinta mamada (a quarta foi uma mamadeira)
21h30 - fazer o bebê dormir
22h - comer, ver tv, conversar com o seu pretê
23h - escrever 02 Neurônio
00h - sair (para não virar uma mãe-que-não-sai)
E assim vai. Dia após dia.
E o governo ainda indica o aleitamento materno até os dois anos. E as mulheres ainda ganham menos no trabalho. E os homens ainda reclamam que a gente é muito independente.
postado por: Mari 5:33 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
Terça-feira, Fevereiro 15, 2005
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Não posso mais viver sem mim
De repente, não mais que de repente, entrei num surto de me achar mulherão. De uma hora para a outra, meio sem razão, comecei a me achar foda.
Talvez seja o gel redutor de celulite (recomendo, meninas, Perfect Slim, da L'Oreal). Piercing, também. Talvez o bonitão do ônibus que ficou me olhando, hoje de manhã. Muita terapia, com certeza. E os amigos que se despedem de mim no MSN dizendo "Gata, tenho de ir". Eles dizem e eu resolvi acreditar. Tudo isso junto, quem sabe, deu nesse resultado. O fato é que dei pra dar menos bola pro que o espelho aponta como feio, ruim, fora de forma, etc. Quem é perfeita, afinal? Nem a Gisele Bundchen, já viram que ela não tem bunda? Pois é, se ela tem defeito, por que eu não posso ter? Então, pronto: sou mulherão, sou foda.
Podem não gostar. Podem chamar de superfaturada à vontade. Quem põe o preço aqui sou eu! Não quer pagar? Pechincha, aí, e vê se cola! Já é!
postado por: Mari 8:02 PM
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Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005
Domingo, Fevereiro 13, 2005
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Trilha sonora...
Pra escrever um frila, ontem e hj, escutei:
- Maria Rita
- Belle&Sebastian (dois CDs)
- Pedro e Cesar Camargo Mariano
- Nando Reis
- Marvin Gaye
- Marisa Monte
Deu pra notar que foi difícil??
postado por: Mari 5:11 PM
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Sábado, Fevereiro 12, 2005
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De mau humor mesmo
Estou na frente do computador com a janela fechada pra ver se não entra luz e me atrapalha.
Não fui na academia nem na depilação, conforme meus planos iniciais.
Ah, e estou ouvindo Belle&Sebastian.
Pareço de mau humor?
Porque eu realmente estou
Quero fugir da vida real e ir pra um lugar mais seguro
postado por: Mari 11:34 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005
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"Vou nadar no mar
Pensar na vida, esquecer
O pôr do sol não virá
E as ondas vão levar minhas dúvidas pelo ar
(...)
Se não buscar a solução, ela vai chegar
Vou sair do lugar, percorrer seu olhar e voltar
Viver cada dia sem esperar
Procurar uma chance, sonhar"
Viver sem esperar, Meia Hora Depois
postado por: Mari 1:52 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005
Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005
Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
Sábado, Fevereiro 05, 2005
Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
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Tempo, tempo, tempo...
Quando leio Gabo quase acredito que a velhice é uma coisa boa.
Boa? Não sei. Mas é certo que ela traz vantagens. Li hj em Viver para contar:
"Não fui capaz de discutir o assunto com ninguém, porque sentia, sem conseguir explicar, que possivelmente meus argumentos só seriam válidos para mim mesmo"
Fiquei um tanto impressionada com a sobriedade e a tranquilidade com que ele falou isso. Aos 75 anos, lembrando uma decisão dos 23. A idade traz essa vantagem: olhar com menos rigidez para os próprios defeitos. Mais piedade consigo mesmo. Menos rigidez, menos exigência. Mais realismo.
Coisas que eu vislumbro, mas talvez só atinja realmente lá pelos 75 anos, como Gabito
postado por: Mari 1:53 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
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