Normal enough to know that you're weird...
But too damn weird to do anything about it!
Terça-feira, Outubro 31, 2006
Segunda-feira, Outubro 30, 2006
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Vende-se
Raul Seixas foi um visionário, à época, ao sugerir que "a solução é alugar o Brasil".
Tutty Vasques vai além e propõe que vendamos o País para a Vale do Rio Doce.
Brincadeiras à parte, o caso da Vale prova que a privatização não é nenhum bicho de sete cabeças. Ninguém tá falando de privatizar o BB ou a CEF, que têm uma função importante de diálogo do cidadão com o governo e, convenhamos, foi puro terrorismo eleitoreiro. Estou falando de empresas. A Vale hoje paga em impostos muito mais do que lucrava quando era estatal. Quer dizer que lucra mais e de quebra dá mais dinheiro pro governo. Provavelmente emprega mais gente também. De quebra, deixou de ser cabide de empregos, que, não é novidade pra ninguém, é o que acaba acontecendo em qualquer estatal que dá lucro. Nas que não dão lucro também, é verdade. Então, quem saiu perdendo com a venda da Vale?
Três vivas ao Tutty pela idéia brilhante. Será que alguém no governo vai pensar no assunto?
Acho que não. Privatização é tabu na esquerda burra brasileira.
postado por: Mari 3:21 PM
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Terça-feira, Outubro 24, 2006
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O Rio de Janeiro continua sendo...
... um lugar onde o surreal acontece.
Onde os albergues aceitam a reserva, mas não liberam o quarto.
Onde dois casais de marmanjos se encontram pelas 16h pra ir no Pão de Açúcar e se divertem pra caramba - eu, o Felipe, a Déia e o Fábio.
E, depois de ficar horas no Pão de Açúcar vendo o sol se pôr e a pista do Santos Dumont virar um manifesto gay, nos mandamos pro Jobi, tradicional redudo dos MIME cariocas. Não sem pegar um taxista figura: no meio do caminho, o perdido perguntava pelas ruas "ô da flor, ô da guarda, onde fica o bar do Tom Jobim?"
Nós, claro, não quisemos deixar passar o clima de surrealismo puro.
Primeiro, pedimos uma carne seca com farofa, só porque estava bonita passando por entre as mesas. Estava boa mesmo. Mas foi a entrada. Corajosos, jantamos uma "feijoada aperitivo", lá pelas 22h30. Enquanto isso, criamos o Diário Brasileiro, um jornal que vai mudar os seus conceitos de jornal. Ou não.
No dia seguinte, estávamos insatisfeitos, claro. Depois de sermos pegos pela chuva na Lagoa, nos abrigamos num quiosque pra almoçar. O cardápio? Feijoada. Dessa vez no self-service.
Como a chuva não nos abandonou e o frio impregnou, fomos fazer um tradicional programa carioca: compras em um bazar multimarcas. Óbvio, como você não adivinhou?
Encerramos o domingo no Hipódromo, boteco tradicional do Baixo Gávea onde Cazuza costumava encher a lata, segundo eu li em algum lugar que eu não me lembro qual.
Fomos embora porque o casal visitante precisaria acordar cedo ontem pra não perder o vôo. Eu, de minha parte, fiquei no Hipódromo até tarde demais pra voltar no domingo como planejado e só deixei a Cidade Maravilhosa ontem à meia noite.
E vamos repetir o surrealismo.
Update minutos depois: Feijoada Aperitio, como se sabe, é aquela que, segundo o cardápio, serve dois. Mas quatro pessoas comem. Portanto não é uma feijoada completa.
postado por: Mari 9:21 PM
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Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Terça-feira, Outubro 17, 2006
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'Não cuspa para o alto'
Eu sempre achei que certas situações extrapolavam o limite do ridículo. Uma delas era a dependência do celular.
Ano passado, quando voltei de Salvador pela primeira vez, teve um cara que entrou no avião falando ao celular. Alto. Discutindo. O detalhe é que o vôo era um corujão, portanto era em torno de 3 horas da manhã. E o rapaz discutindo ao celular. Por muito tempo. Terminou o embarque. As portas fecharam. O comissário de bordo chefe deu o aviso para desligar os celulares. E o homem continuava falando. Uma aeromoça foi pedir pra ele desligar. Três vezes. Pediu três vezes para ele desligar o telefone até ele atender à 'incômoda' solicitação. Eu estava a ponto de levantar da minha poltrona e eu mesma ir até lá arrancar o celular da mão do cara. Mas que merda era tão importante pra ele ter de falar de um avião às 3 da manhã de segunda-feira?
Esse tipo de coisa nunca me desceu direito. Eu nunca fui de ficar com celular ligado no aeroporto. Clonagem? Sai fora. Sempre desliguei no saguão. Se for tão urgente, a pessoa deixa recado e assim que eu puder eu retorno. Simples assim. Não existe essa urgência de grudar no celular, pelamordedeus.
Ou não.
Indo pro Rio, na sexta retrasada (dia 6), fiz o check-in, comprei uma revista e sentei na lanchonete do saguão de Congonhas pra esperar. O vôo estava atrasado. E o celular bem à mão, ligado. Desesperadamente aguardando retornos. Vários. Todos. A certa altura, pego o bichinho pra olhar a hora e ver se já devo seguir para a sala de embarque e descubro, frustrada, que recebi um telefonema, não sei de quem, não sei pra quê, não tem recado. E eu não ouvi no meio de tantos avisos da Infraero. Droga, vou ter de deixar o celular fora da bolsa pra o caso de me ligarem de novo!
E não ligam. E não deixam recado.
E eu fico me sentindo a idiota que não desliga o celular no aeroporto porque tem alguma coisa muito importante pra resolver e não pode esperar duas horinhas.
Caiu na testa.
postado por: Mari 11:46 AM
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Terça-feira, Outubro 10, 2006
Segunda-feira, Outubro 09, 2006
Quinta-feira, Outubro 05, 2006
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
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Algumas boas notícias da eleição
(informações do blog do Noblat, edição minha mesmo)
Ney Suassuna (PMDB): com o escândalo dos Sanguessugas, foi derrotado na tentativa de se reeleger na Paraíba para o Senado;
Luiz Antônio Fleury Filho (PTB): não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados;
Luiz Eduardo Greenhalgh (PT): chegou a disputar a presidência da Câmara e perdeu a reeleição;
Delfim Neto (PMDB): na Câmara desde 1987, não conseguiu se reeleger. Se tivesse ficado no PP, se elegeria com a sobra de votos de Paulo Maluf;
Professor Luizinho (PT): um dos mensaleiros que não conseguiu se reeleger em São Paulo;
Angela Guadagnin (PT): depois de comemorar dançando no plenário da Câmara a absolvição de um deputado mensaleiro, dançou nas urnas em São Paulo.
Claro que ainda sobram más notícias, como Maluf eleito com o maior número de votos no País. Mas pelo menos algumas coisas boas aconteceram.
postado por: Mari 9:47 PM
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